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Legislação · Precedentes

Teses do STJ

Parte 12 de 12: de JT_257_T12 a JT_285_T18, com link direto para cada item.

Conferir situação e redação na fonte oficial de cada item antes de citar. O conteúdo é material de pesquisa e não substitui a análise profissional. STJ: Portal de Dados Abertos, licença CC BY.

Tese JT_257_T12

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

Construções irregulares em área de preservação permanente devem ser demolidas e a área recuperada, mesmo em áreas urbanas consolidadas, pois não se aplica a teoria do fato consumado em tema de Direito Ambiental.

Fonte oficial

Tese JT_257_T13

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

A competência para a proteção ambiental é comum aos entes da federação e é permitida a atuação supletiva se o órgão inicialmente responsável pelo licenciamento ou pela autorização ambiental se omitir de fiscalizar ou o fizer de forma insuficiente.

Fonte oficial

Tese JT_257_T14

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

Na ocorrência de dano ambiental de grande magnitude, é possível, por meio da técnica de distinção jurisprudencial (distinguishing), aplicar subsidiariamente da Lei da Ação Civil Pública para fixar a competência do foro do local do dano no julgamento da ação popular.

Fonte oficial

Tese JT_258_T01

AMICUS CURIAE

Para que terceiro seja admitido em processo judicial como amicus curiae, é necessário comprovar que sua participação tem potencial para contribuir com elementos relevantes à solução do litígio.

Fonte oficial

Tese JT_258_T02

AMICUS CURIAE

A intervenção como amicus curiae não é direito subjetivo de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada.

Fonte oficial

Tese JT_258_T03

AMICUS CURIAE

A admissão dos amici curiae nos processos é medida discricionária do magistrado que analisará se, além do interesse na causa, estão presentes os requisitos de relevância da matéria, especificidade do tema e repercussão social da controvérsia.

Fonte oficial

Tese JT_258_T04

AMICUS CURIAE

É indispensável que a entidade tenha representatividade no âmbito nacional para ser admitida como amicus curiae em recursos submetidos ao rito dos recursos repetitivos.

Fonte oficial

Tese JT_258_T05

AMICUS CURIAE

O ingresso de amicus curiae é previsto para as ações de natureza objetiva, mas é excepcionalmente admitido em processo subjetivo quando a multiplicidade de demandas similares indicar a generalização do julgado a ser proferido.

Fonte oficial

Tese JT_258_T06

AMICUS CURIAE

O amicus curiae deve protocolar seu pedido de ingresso como colaborador da corte antes de o processo ser incluído em pauta de julgamento.

Fonte oficial

Tese JT_258_T07

AMICUS CURIAE

Em situações excepcionais, admite-se a intervenção do amicus curiae como colaborador da corte, mesmo após a inclusão do processo em pauta.

Fonte oficial

Tese JT_258_T08

AMICUS CURIAE

A decisão que versa sobre a admissibilidade do amicus curiae não é impugnável por agravo interno, seja porque o caput do art. 138 do CPC expressamente a coloca como uma decisão irrecorrível, seja porque o §1º expressamente diz que a intervenção não autoriza a interposição de recursos, ressalvada a oposição de embargos de declaração ou a interposição de recurso contra a decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR).

Fonte oficial

Tese JT_258_T09

AMICUS CURIAE

O amicus curiae atua como terceiro colaborador da corte e não como parte, motivo pelo qual não tem legitimidade para interpor recursos, salvo a oposição de embargos de declaração e a interposição de recurso contra a decisão que julgar o IRDR.

Fonte oficial

Tese JT_258_T11

AMICUS CURIAE

Não se admite a intervenção do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB para atuar como amicus curiae em processos nos quais se discute o valor da verba honorária advocatícia sucumbencial.

Fonte oficial

Tese JT_258_T12

AMICUS CURIAE

Nas ações de habeas corpus, é inadmissível a intervenção de amicus curiae, por se tratar de ação constitucional personalíssima.

Fonte oficial

Tese JT_258_T13

AMICUS CURIAE

A admissão de amicus curiae no processo penal fundamenta-se na sua capacidade de contribuir para a elucidação da controvérsia, com base em sua expertise ou experiência na matéria, sem comprometer a paridade de armas nem agravar a situação processual do réu.

Fonte oficial

Tese JT_259_T01

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

É abusiva a recusa de cobertura pela operadora do plano de saúde de terapia multidisciplinar, bem como a limitação do número de sessões, aos beneficiários com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista - TEA.

Fonte oficial

Tese JT_259_T02

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

A Agência Nacional de Saúde (ANS) tornou obrigatória a cobertura, pela operadora de plano de saúde, de qualquer método ou técnica indicada pelo profissional de saúde responsável para o tratamento de Transtornos Globais do Desenvolvimento, entre os quais o Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Asperger e a Síndrome de Rett.

Fonte oficial

Tese JT_259_T03

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

A equoterapia, a musicoterapia e a hidroterapia são de cobertura obrigatória pelas operadoras de planos de saúde para o tratamento de TEA.

Fonte oficial

Tese JT_259_T04

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

A psicopedagogia deve ser contemplada nas sessões de psicologia, as quais, de acordo com a ANS, têm cobertura obrigatória e ilimitada pelas operadoras de planos de saúde, especialmente no tratamento multidisciplinar do beneficiário com TEA.

Fonte oficial

Tese JT_259_T05

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

Os beneficiários de plano de saúde diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista têm direito a sessões ilimitadas de terapia pelo método de análise de comportamento aplicada (ABA).

Fonte oficial

Tese JT_259_T06

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

A pessoa diagnosticada com TEA tem direito a tratamento multidisciplinar no município de residência e ao ressarcimento integral das despesas realizadas em rede não credenciada, na hipótese de inexistência de profissionais conveniados na localidade.

Fonte oficial

Tese JT_259_T07

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

Até 1º/7/2022, início da vigência da Resolução Normativa n. 539/2022 da ANS, o reembolso integral de tratamento multidisciplinar para beneficiários com TEA realizado fora da rede credenciada somente será devido se for descumprida ordem judicial que determine a cobertura ou se for violada obrigação contratual assumida.

Fonte oficial

Tese JT_259_T08

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

O custeio de tratamento multidisciplinar para beneficiário com Transtorno do Espectro Autista não se estende ao acompanhamento em ambiente escolar ou domiciliar, ou ao acompanhamento realizado por profissional do ensino.

Fonte oficial

Tese JT_259_T09

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

É possível suprimir, em caráter excepcional, o exercício do direito à visitação entre avós e neto diagnosticado com TEA, em razão do princípio do melhor interesse do menor.

Fonte oficial

Tese JT_259_T10

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

A isenção tributária na aquisição de automóveis por pessoas com TEA pode ser concedida independentemente de o veículo ser conduzido por terceira pessoa.

Fonte oficial

Tese JT_259_T11

DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA

É possível substituir a pena privativa de liberdade, em regime fechado ou semiaberto, por prisão domiciliar para genitores de pessoa com TEA, durante a execução provisória ou definitiva da pena, desde que demonstrada a imprescindibilidade dos cuidados.

Fonte oficial

Tese JT_260_T01

INTERROGATÓRIO

O interrogatório, como meio de defesa, assegura ao acusado a prerrogativa de responder a todas, nenhuma ou algumas perguntas, com base na garantia constitucional de não autoincriminação, assegurada pelo princípio do nemo tenetur se detegere.

Fonte oficial

Tese JT_260_T02

INTERROGATÓRIO

O interrogatório é um especial instrumento de autodefesa, não apenas meio de prova, e compete à defesa definir a melhor estratégia.

Fonte oficial

Tese JT_260_T03

INTERROGATÓRIO

O fato de o réu mentir em interrogatório judicial e imputar prática criminosa a terceiro não autoriza a majoração da pena base.

Fonte oficial

Tese JT_260_T04

INTERROGATÓRIO

O interrogatório do réu é o último ato da instrução criminal. A inversão da ordem prevista no art. 400 do CPP tangencia somente à oitiva das testemunhas e não ao interrogatório. O eventual reconhecimento da nulidade se sujeita à preclusão, na forma do art. 571, I e II, do CPP, e à demonstração do prejuízo para o réu (Tese julgada pelo rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 1114).

Fonte oficial

Tese JT_260_T05

INTERROGATÓRIO

É ilegal encerrar o interrogatório sem oportunizar à defesa a realização de perguntas, ainda que o acusado se negue a responder aos questionamentos do juiz.

Fonte oficial

Tese JT_260_T06

INTERROGATÓRIO

A condução firme e até incisiva do magistrado durante o interrogatório no Tribunal do Júri não configura, necessariamente, violação à imparcialidade ou influência indevida sobre os jurados.

Fonte oficial

Tese JT_260_T07

INTERROGATÓRIO

No julgamento perante o Conselho de Sentença, é possível o interrogatório por sistema integrado de videoconferência quando o acusado é classificado como de altíssima periculosidade, situação em que não se configura constrangimento ilegal por cerceamento do direito de presença física.

Fonte oficial

Tese JT_260_T08

INTERROGATÓRIO

O réu foragido não tem o direito de participar do interrogatório por videoconferência quando a audiência de instrução for realizada presencialmente.

Fonte oficial

Tese JT_260_T09

INTERROGATÓRIO

A realização do interrogatório por meio de carta precatória não viola o princípio da identidade física do juiz.

Fonte oficial

Tese JT_260_T10

INTERROGATÓRIO

É legítima a participação da defesa dos corréus nos interrogatórios de outros réus, em atenção ao princípio do contraditório.

Fonte oficial

Tese JT_261_T01

POVOS ORIGINÁRIOS II

A tradução da denúncia para a língua indígena é desnecessária quando não há comprovação de hipossuficiência linguística dos acusados.

Fonte oficial

Tese JT_261_T02

POVOS ORIGINÁRIOS II

A presença de intérprete durante a citação de indígena é suficiente para assegurar o direito de defesa e o devido processo legal.

Fonte oficial

Tese JT_261_T03

POVOS ORIGINÁRIOS II

É dispensável a realização do exame pericial antropológico ou sociológico, quando, por outros elementos, constata-se que o indígena está integrado à sociedade civil e tem conhecimento dos costumes a ela inerentes.

Fonte oficial

Tese JT_261_T04

POVOS ORIGINÁRIOS II

A Justiça estadual é competente para processar e julgar adoção de criança ou adolescente indígena, em observância ao princípio do melhor interesse do menor, pois, na adoção, discute-se direito privado, de modo que nem a presença da Fundação Nacional dos Povos Indígenas - FUNAI, nem o fato de o menor ser indígena são suficientes para atrair a competência federal.

Fonte oficial

Tese JT_261_T05

POVOS ORIGINÁRIOS II

Nos procedimentos de colocação de criança ou adolescente indígena em família substituta, a intervenção da FUNAI, perante a equipe multiprofissional ou interdisciplinar, é obrigatória, em razão do caráter de ordem pública e do respeito à identidade social e cultural, aos costumes, às tradições e às instituições indígenas, bem como para verificar o adequado acolhimento do menor e a proteção de seus interesses.

Fonte oficial

Tese JT_261_T06

POVOS ORIGINÁRIOS II

Os entes estaduais são partes legítimas para figurar no polo passivo de ação que busca garantir o fornecimento regular de água potável e saneamento básico às populações indígenas.

Fonte oficial

Tese JT_261_T07

POVOS ORIGINÁRIOS II

O atendimento de saúde - integral, gratuito, incondicional, oportuno e de qualidade - aos indígenas caracteriza-se como dever de Estado da mais alta prioridade, seja porque imposto, de forma expressa e inequívoca, pela lei (dever legal), seja porque procura impedir a repetição de trágico e esquecido capítulo da nossa história (dever moral), em que as doenças (ao lado da escravidão e do extermínio físico, em luta de conquista por território) contribuíram decisivamente para o quase extermínio da população indígena brasileira.

Fonte oficial

Tese JT_261_T08

POVOS ORIGINÁRIOS II

Na prestação dos serviços de saúde, a discriminação entre povos indígenas aldeados e o que habitam fora da reserva é ilegal e ilegítima, pois a condição de indígena não depende do local onde se vive.

Fonte oficial

Tese JT_261_T09

POVOS ORIGINÁRIOS II

O estudo técnico antropológico e o levantamento da área demarcada são etapas imprescindíveis no procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas, regulado pelo Decreto n. 1.775/1996.

Fonte oficial

Tese JT_261_T10

POVOS ORIGINÁRIOS II

A comunidade indígena cuja posse fundiária é questionada em ação de nulidade de demarcação de terras tem o direito subjetivo de ser ouvida no processo, na qualidade de litisconsorte passivo necessário.

Fonte oficial

Tese JT_261_T11

POVOS ORIGINÁRIOS II

Crimes que ultrapassam a esfera de direito individual de indígena e ameaçam a garantia das terras, das tradições e do modo de viver da comunidade étnica são processados e julgados pela Justiça Federal, ainda que sejam cometidos fora de território indígena efetivamente demarcado.

Fonte oficial

Tese JT_261_T12

POVOS ORIGINÁRIOS II

No discurso de ódio contra povos indígenas, o alto grau de reprovabilidade que ultrapassa interesses individuais, a intenção de inibir a prática ofensiva e de reparar indiretamente a coletividade lesada são circunstâncias que, somadas, tornam cabível a majoração do valor da compensação por dano moral coletivo.

Fonte oficial

Tese JT_261_T13

POVOS ORIGINÁRIOS II

Compete à Justiça Federal julgar causa estabelecida entre particulares que tem por objeto reintegração de posse de imóvel em área tradicionalmente ocupada por comunidade quilombola.

Fonte oficial

Tese JT_262_T01

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

A gravidade do ato infracional e as condições pessoais do adolescente devem ser observadas na aplicação da medida socioeducativa, que tem como objetivo promover sua ressocialização, proteger sua segurança e sua integridade física e psicológica e retirá-lo, de forma efetiva, da situação de risco social em que se encontra.

Fonte oficial

Tese JT_262_T02

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

No procedimento para aplicação de medida sócio-educativa, é nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente (Súmula n. 342 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_262_T03

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

A execução de medida socioeducativa não depende do esgotamento das vias recursais, em atenção ao princípio da intervenção precoce e da atualidade da medida aplicada.

Fonte oficial

Tese JT_262_T04

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

Em razão da natureza pedagógica e ressocializadora da medida socioeducativa, sua imediata execução não viola o princípio da não culpabilidade.

Fonte oficial

Tese JT_262_T05

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

As medidas socioeducativas com privação de liberdade devem observar o princípio da atualidade; assim, no momento da aplicação, deve-se avaliar se a intervenção é necessária e adequada à situação de perigo vivenciada pelo adolescente.

Fonte oficial

Tese JT_262_T06

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

Para medidas socioeducativas sem termo final, deve-se considerar o período máximo de 3 anos para o cálculo do prazo prescricional.

Fonte oficial

Tese JT_262_T07

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

A duração da medida socioeducativa de liberdade assistida pode ser prorrogada se constatado que o reeducando não cumpriu plenamente o processo socioeducativo no período inicialmente definido pelo juízo.

Fonte oficial

Tese JT_262_T08

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

A remissão judicial, após iniciado o procedimento da representação, pode ser aplicada em qualquer momento antes da prolação da sentença, como forma de suspensão do processo, e admite cumulação com medidas socioeducativas em meio aberto.

Fonte oficial

Tese JT_262_T09

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

Em caso de descumprimento de condição imposta em remissão pré-processual, a prescrição da pretensão socioeducativa é, em regra, regulada pelo prazo máximo de duração da medida mais severa prevista no ECA, isto é, o período de três anos de internação.

Fonte oficial

Tese JT_262_T10

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS II

A medida protetiva de tratamento psiquiátrico em regime hospitalar imposta a menor infrator não pode ter duração superior ao limite de três anos previsto para a medida socioeducativa de internação.

Fonte oficial

Tese JT_263_T01

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A gravidade concreta do ato infracional justifica a imposição da medida socioeducativa de internação.

Fonte oficial

Tese JT_263_T02

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

É possível aplicar a medida de internação provisória quando presentes indícios suficientes de autoria e materialidade e constatada uma das hipóteses autorizadoras da medida socioeducativa de internação.

Fonte oficial

Tese JT_263_T03

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A medida de internação é justificada pela gravidade do ato infracional e pela necessidade de desenvolvimento da consciência crítica do adolescente.

Fonte oficial

Tese JT_263_T04

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A reiteração infracional do adolescente não impõe, necessariamente, o estabelecimento da medida socioeducativa de internação.

Fonte oficial

Tese JT_263_T05

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A medida socioeducativa de internação pode ser aplicada aos casos de reiteração de infrações graves, independentemente do uso de violência ou grave ameaça.

Fonte oficial

Tese JT_263_T06

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A prática de nova conduta após prévia aplicação de medida socioeducativa é suficiente para configurar a reiteração de atos infracionais graves prevista no art. 122, II, do ECA, salvo falta de contemporaneidade ou menor relevância da prática infracional antecedente.

Fonte oficial

Tese JT_263_T07

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A medida socioeducativa de internação pode ser aplicada com base na reiteração de atos infracionais, sem necessidade de trânsito em julgado das medidas anteriores.

Fonte oficial

Tese JT_263_T08

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A internação de adolescente gestante ou lactante tem amparo legal, desde que assegurados o cuidado integral à sua saúde e as condições necessárias para permanecer com seu filho durante período de amamentação.

Fonte oficial

Tese JT_263_T09

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

A duração máxima da medida socioeducativa de liberdade assistida não pode ultrapassar o limite de três anos.

Fonte oficial

Tese JT_263_T10

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS III

O direito do adolescente ao cumprimento de medida socioeducativa na mesma localidade do domicílio de genitores ou responsáveis não é absoluto e depende de análise das particularidades do caso concreto.

Fonte oficial

Tese JT_264_T01

EQUIDADE RACIAL

A intenção de ofender a honra subjetiva da vítima por meio de ofensas relacionadas à sua cor de pele configura dolo específico necessário para o crime de injúria racial.

Fonte oficial

Tese JT_264_T02

EQUIDADE RACIAL

A embriaguez voluntária e os ânimos exaltados do agente não são circunstâncias suficientes para afastar o dolo específico do crime de injúria racial.

Fonte oficial

Tese JT_264_T05

EQUIDADE RACIAL

Não incide prescrição da pretensão punitiva à pena daquele que pratica, induz ou incita a discriminação ou o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Fonte oficial

Tese JT_264_T06

EQUIDADE RACIAL

O conceito de racismo reverso não é aceito, pois o racismo é um fenômeno estrutural que historicamente afeta grupos minoritários, e não se aplica a grupos majoritários em posições de poder.

Fonte oficial

Tese JT_264_T07

EQUIDADE RACIAL

Compete à Justiça Federal processar e julgar ações penais sobre crimes de preconceito ou discriminação racial praticados por meio de postagens em redes sociais ou mídias digitais, desde que o objetivo da conduta seja ofender uma coletividade e as mensagens tenham real potencial de propagação transnacional.

Fonte oficial

Tese JT_264_T08

EQUIDADE RACIAL

Compete à Justiça estadual processar e julgar ações penais sobre crimes de preconceito ou discriminação racial cometidos por intermédio de postagens em redes sociais nas hipóteses em que a ofensa seja dirigida a determinada pessoa ou, ainda, se a postagem não tiver potencial de divulgação e acesso em outros países.

Fonte oficial

Tese JT_264_T09

EQUIDADE RACIAL

O critério de orientação para a confirmação do direito à concorrência especial há de fundar-se no fenótipo e não meramente no genótipo, na ancestralidade do candidato.

Fonte oficial

Tese JT_264_T10

EQUIDADE RACIAL

É legítima a utilização, além da autodeclaração, de critérios subsidiários de heteroidentificação, desde que respeitada a dignidade da pessoa humana e garantidos o contraditório e a ampla defesa.

Fonte oficial

Tese JT_264_T11

EQUIDADE RACIAL

O processo de heteroidentificação deve ser balizado por critérios objetivos, devidamente explicitados, a fim de que, em eventual impugnação, seja garantido o exercício da ampla defesa e do contraditório.

Fonte oficial

Tese JT_265_T01

DIREITO AUTORAL

A propriedade intelectual abrange direitos autorais, direitos de propriedade industrial e outras modalidades correlatas; assim a tutela específica dos interesses utilitários do comércio e da indústria é objeto da Lei n. 9.279/1996, e a proteção da criação intelectual exteriorizada com finalidade estética é regulada pela Lei n. 9.610/1998.

Fonte oficial

Tese JT_265_T02

DIREITO AUTORAL

Os direitos autorais têm como propósito incentivar a produção artística, científica e cultural, fomentar o desenvolvimento cultural e encorajar a criatividade e a originalidade do autor, com o reconhecimento dos direitos exclusivos sobre sua criação intelectual.

Fonte oficial

Tese JT_265_T03

DIREITO AUTORAL

O direito autoral é considerado personalíssimo, espécie inerente ao núcleo de direitos fundamentais do qual fazem parte a privacidade, a liberdade, a vida, e está vinculado à produção da individualidade.

Fonte oficial

Tese JT_265_T04

DIREITO AUTORAL

O direito autoral possui três princípios basilares à sua disciplina: o tratamento nacional, a proteção automática e a proteção independente.

Fonte oficial

Tese JT_265_T05

DIREITO AUTORAL

Os direitos do intérprete e do produtor fonográfico, ainda que conexos ao direito de autor e vinculados entre si e à obra autoral, conservam sua autonomia por decorrerem de atos de criação distintos e exclusivos nas respectivas esferas jurídicas, de forma que a proteção legal conferida a cada um deles impede sua absorção ou anulação recíproca.

Fonte oficial

Tese JT_265_T06

DIREITO AUTORAL

A reprodução não autorizada de obras de terceiros é admitida quando preencher a totalidade dos requisitos do "Teste dos Três Passos"(three step test): (I) em certos casos especiais; (II) que não conflitem com a exploração comercial normal da obra; e (III) que não prejudiquem injustificadamente os legítimos interesses do autor.

Fonte oficial

Tese JT_265_T07

DIREITO AUTORAL

A cobrança de direitos autorais em virtude da execução de obras musicais protegidas em eventos públicos não está condicionada ao objetivo ou à obtenção de lucro.

Fonte oficial

Tese JT_265_T08

DIREITO AUTORAL

São devidos direitos autorais pela reprodução de obras musicais em eventos privados, realizados em espaços locados, ainda que sem fins lucrativos.

Fonte oficial

Tese JT_265_T10

DIREITO AUTORAL

a) A disponibilização de equipamentos em quarto de hotel, motel ou afins para a transmissão de obras musicais, literomusicais e audiovisuais permite a cobrança de direitos autorais pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - ECAD. b) A contratação por empreendimento hoteleiro de serviços de TV por assinatura não impede a cobrança de direitos autorais pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - ECAD, inexistindo bis in idem (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 1.066).

Fonte oficial

Tese JT_266_T01

DIREITO AUTORAL II

São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais (Súmula n. 63 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_266_T02

DIREITO AUTORAL II

A academia de ginástica deve recolher valores devidos a título de direitos autorais em decorrência da transmissão de obras musicais, literomusicais e audiovisuais em seus ambientes.

Fonte oficial

Tese JT_266_T03

DIREITO AUTORAL II

São devidos direitos autorais pela transmissão radiofônica de músicas em supermercado sem autorização dos autores e pagamento da taxa ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - ECAD.

Fonte oficial

Tese JT_266_T04

DIREITO AUTORAL II

É necessária a autorização prévia e expressa pelo titular dos direitos de autor para a transmissão de músicas por streaming (webcasting e simulcasting) e a exploração econômica desses direitos é fato gerador de cobrança pelo ECAD.

Fonte oficial

Tese JT_266_T05

DIREITO AUTORAL II

Aplica-se a Lei de Direitos Autorais às infrações a direito do autor e a direitos conexos cometidas por provedores de aplicação de internet, a que se refere o art. 19, §2º, da Lei n. 12.965/2014, diante da ausência de legislação específica sobre o tema.

Fonte oficial

Tese JT_266_T06

DIREITO AUTORAL II

A fotografia é uma modalidade de direito intelectual própria do direito autoral e eventual divulgação sem consentimento, remuneração e identificação por meio dos devidos créditos lesionam os direitos patrimoniais e morais do autor.

Fonte oficial

Tese JT_266_T07

DIREITO AUTORAL II

A obra artística representada pelo grafite é protegida pela Lei de Direitos Autorais, de modo que a exposição de desenho sem o consentimento do autor e sem a devida identificação por créditos ou remuneração, configura contrafação passível de indenização patrimonial e compensação por dano moral.

Fonte oficial

Tese JT_266_T08

DIREITO AUTORAL II

A exibição indireta e acessória de obras situadas permanentemente em logradouros públicos é livre e não caracteriza violação de direitos autorais, desde que não configurada sua exploração comercial.

Fonte oficial

Tese JT_266_T09

DIREITO AUTORAL II

A proteção ao direito autoral do arquiteto abrange projeto, esboço e obra materializada na construção edificada.

Fonte oficial

Tese JT_266_T10

DIREITO AUTORAL II

A aquisição, em si, de obra arquitetônica não transfere automaticamente os direitos autorais, ressalvadas a disposição expressa em contrário e as utilizações intrínsecas à finalidade da aquisição.

Fonte oficial

Tese JT_267_T01

DIREITO AUTORAL III

A intertextualidade, prática comum na atividade criativa, caracteriza-se por ser uma criação intelectual nova elaborada partir de conteúdos preexistentes, por meio de referência implícita ou explícita e pode ser lícita, como a paródia e a paráfrase, ou ilícita, como o plágio.

Fonte oficial

Tese JT_267_T02

DIREITO AUTORAL III

A paródia, imitação cômica de composição literária, filme, música ou qualquer obra conhecida do público, adapta obra preexistente a um novo contexto e constitui criação nova e autônoma, o que dispensa a indicação do nome do autor da obra originária.

Fonte oficial

Tese JT_267_T03

DIREITO AUTORAL III

Para ser lícita, a paródia depende do preenchimento dos seguintes requisitos: (i) existência de certo grau de criatividade; (ii) ausência de efeito desabonador da obra originária; (iii) respeito à honra, à intimidade, à imagem e à privacidade de terceiros; (iv) observância do direito moral de ineditismo do autor da criação primeva; (v) atendimento da "regra dos três passos" (three-step-test); (vi) ausência de intuito comercial. Obs. Art. 5º, X, da CF/1988 e art. 47 da Lei n. 9.610/1998.

Fonte oficial

Tese JT_267_T04

DIREITO AUTORAL III

A finalidade da paródia, se comercial, eleitoral, educativa, puramente artística ou qualquer outra, é indiferente para a caracterização de sua licitude e liberdade asseguradas pela Lei n. 9.610/1998.

Fonte oficial

Tese JT_267_T05

DIREITO AUTORAL III

No âmbito eleitoral, os jingles estão sujeitos à proteção do direito autoral e exigem autorização prévia e expressa dos titulares para uso, o que não se confunde com a paráfrase ou a paródia da obra musical, pois estas são permitidas e independem de autorização.

Fonte oficial

Tese JT_267_T06

DIREITO AUTORAL III

Os danos oriundos da violação de direitos autorais são presumidos, pois decorrem da própria violação do direito de propriedade intelectual.

Fonte oficial

Tese JT_267_T07

DIREITO AUTORAL III

O art. 103 da Lei n. 9.610/1998, veicula sanção civil àquele que editar obra literária, artística ou científica, sem autorização do titular e não, propriamente, um parâmetro de reparação pelo dano material percebido pelo autor da obra.

Fonte oficial

Tese JT_267_T08

DIREITO AUTORAL III

A aplicação da multa prevista no art. 109 da Lei n. 9.610/1998 demanda a existência de má-fé e a intenção ilícita de usurpar os direitos autorais.

Fonte oficial

Tese JT_268_T01

DIREITO AUTORAL IV

O pagamento prévio dos direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - Ecad, em regra, é condição para a execução pública de obras musicais, ressalvada hipótese em que o pagamento é efetuado posteriormente, mediante convênio.

Fonte oficial

Tese JT_268_T02

DIREITO AUTORAL IV

É devido o pagamento de direitos autorais em espetáculos realizados ao vivo, ainda que o intérprete seja o próprio autor da obra e que haja recebido cachê.

Fonte oficial

Tese JT_268_T03

DIREITO AUTORAL IV

É devido o pagamento de direitos autorais por utilização de obras musicais em espetáculos carnavalescos promovidos pelo Poder Público, mesmo em eventos que não visem lucro direto ou indireto.

Fonte oficial

Tese JT_268_T04

DIREITO AUTORAL IV

É possível a suspensão ou interrupção de transmissão ou retransmissão de obras musicais na programação de empresa quando não há o prévio pagamento dos direitos autorais devidos.

Fonte oficial

Tese JT_268_T05

DIREITO AUTORAL IV

O autor pode cobrar por conta própria os seus direitos autorais, bem como doar ou autorizar o uso gratuito de suas obras, desde que, previamente, comunique à associação de sua decisão, sob pena de não afastar a atribuição da gestão coletiva do órgão arrecadador - Ecad.

Fonte oficial

Tese JT_268_T06

DIREITO AUTORAL IV

A comprovação da filiação ao Ecad e a obrigação de indicar as obras executadas não são requisitos necessários para validação da cobrança dos direitos autorais por aquele órgão.

Fonte oficial

Tese JT_268_T07

DIREITO AUTORAL IV

Não cabe ao legislador nem ao Poder Judiciário interferir nas decisões do Ecad - instituição que administra interesses eminentemente privados - para definir qual o critério mais adequado para a arrecadação e distribuição dos valores referentes aos direitos autorais.

Fonte oficial

Tese JT_268_T08

DIREITO AUTORAL IV

A transferência total e definitiva dos direitos patrimoniais, feita pelo titular dos direitos autorais, se faz por contrato de cessão; a obrigação de publicar ou fazer publicar a obra artística, por período ou número de edições determinados, assumida pelo editor, se faz por contrato de edição.

Fonte oficial

Tese JT_269_T01

DIREITO AUTORAL V

A tutela inibitória, em regra, deve ser concedida nos casos de ameaça de violação de direitos autorais a fim de que seu titular possa fazer valer seu direito de excluir terceiros da exploração não autorizada de obras protegidas.

Fonte oficial

Tese JT_269_T02

DIREITO AUTORAL V

É possível conceder tutela inibitória em conjunto com a pretensão condenatória ou executiva, pois a primeira visa impedir ou cessar a violação de direitos autorais e a segunda sancionar o dano ou o não cumprimento do dever de pagamento.

Fonte oficial

Tese JT_269_T03

DIREITO AUTORAL V

É inadmissível o interdito proibitório para a proteção do direito autoral (Súmula n. 228 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_269_T04

DIREITO AUTORAL V

O prazo prescricional para propor ação de reparação de danos por ofensa a direito autoral decorrente de ilícito extracontratual é de três anos.

Fonte oficial

Tese JT_269_T05

DIREITO AUTORAL V

O prazo prescricional para propor ação de reparação de danos por ofensa a direito autoral que se assemelha a um descumprimento contratual é de dez anos.

Fonte oficial

Tese JT_269_T06

DIREITO AUTORAL V

Presentes a materialidade e a autoria, afigura-se típica, em relação ao crime previsto no art. 184, § 2º, do CP, a conduta de expor à venda CDs e DVDs piratas (Súmula n. 502 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_269_T07

DIREITO AUTORAL V

É suficiente, para a comprovação da materialidade do delito previsto no art. 184, § 2º, do Código Penal, a perícia realizada, por amostragem, sobre os aspectos externos do material apreendido, e é desnecessária a identificação dos titulares dos direitos autorais violados ou de quem os represente (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 926).

Fonte oficial

Tese JT_269_T09

DIREITO AUTORAL V

É prescindível o mandado de busca e apreensão para diligência domiciliar na hipótese de violação de direito autoral, pois se trata de crime de natureza permanente.

Fonte oficial

Tese JT_269_T10

DIREITO AUTORAL V

Os serviços de cessão de direitos autorais não sofrem incidência do Imposto sobre serviços - ISS, por ausência de previsão na lista de serviços anexos da LC n. 116/2003.

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Tese JT_270_T01

PLANOS DE SAÚDE IV

As condições assistenciais e de custeio do plano de saúde deve ser mantidas a beneficiários inativos, nos termos do art. 31 da Lei n. 9.656/1998, são: a) Eventuais mudanças de operadora, de modelo de prestação de serviço, de forma de custeio e de valores de contribuição não implicam interrupção da contagem do prazo de 10 (dez) anos previsto no art. 31 da Lei n. 9.656/1998, devendo haver a soma dos períodos contributivos para fins de cálculo da manutenção proporcional ou indeterminada do trabalhador aposentado no plano coletivo empresarial. b) O art. 31 da lei n. 9.656/1998 impõe que ativos e inativos sejam inseridos em plano de saúde coletivo único, contendo as mesmas condições de cobertura assistencial e de prestação de serviço, o que inclui, para todo o universo de beneficiários, a igualdade de modelo de pagamento e de valor de contribuição, admitindo-se a diferenciação por faixa etária se for contratada para todos, cabendo ao inativo o custeio integral, cujo valor pode ser obtido com a soma de sua cota-parte com a parcela que, quanto aos ativos, é proporcionalmente suportada pelo empregador. c) O ex-empregado aposentado, preenchidos os requisitos do art. 31 da Lei n. 9.656/1998, não tem direito adquirido de se manter no mesmo plano privado de assistência à saúde vigente na época da aposentadoria, podendo haver a substituição da operadora e a alteração do modelo de prestação de serviços, da forma de custeio e os respectivos valores, desde que mantida paridade com o modelo dos trabalhadores ativos e facultada a portabilidade de carências. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - Tema n. 1034)

Fonte oficial

Tese JT_270_T02

PLANOS DE SAÚDE IV

Nos planos de saúde coletivos custeados exclusivamente pelo empregador não há direito de permanência do ex-empregado aposentado ou demitido sem justa causa como beneficiário, salvo disposição contrária expressa prevista em contrato ou em acordo/convenção coletiva de trabalho, não caracterizando contribuição o pagamento apenas de coparticipação, tampouco se enquadrando como salário indireto (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - Tema n. 989).

Fonte oficial

Tese JT_270_T03

PLANOS DE SAÚDE IV

Nos contratos de plano de saúde não é abusiva a cláusula de coparticipação expressamente ajustada e informada ao consumidor, à razão máxima de 50% (cinquenta por cento) do valor das despesas, nos casos de internação superior a 30 (trinta) dias por ano, decorrente de transtornos psiquiátricos, preservada a manutenção do equilíbrio financeiro (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA n. 1.032).

Fonte oficial

Tese JT_270_T04

PLANOS DE SAÚDE IV

Nos planos de saúde em regime de coparticipação, a cobrança não pode exceder 50% do valor contratado entre a operadora e o respectivo prestador de serviços de saúde, e o desembolso mensal do beneficiário não pode ser superior à contraprestação paga.

Fonte oficial

Tese JT_270_T05

PLANOS DE SAÚDE IV

Requisitos para validade do reajuste de mensalidade de plano de saúde coletivo fundado na mudança de faixa etária do beneficiário: (a) Aplicabilidade das teses firmadas no Tema 952/STJ aos planos coletivos, ressalvando-se, quanto às entidades de autogestão, a inaplicabilidade do CDC; (b) A melhor interpretação do enunciado normativo do art. 3°, II, da Resolução n. 63/2003, da ANS, é aquela que observa o sentido matemático da expressão 'variação acumulada', referente ao aumento real de preço verificado em cada intervalo, devendo-se aplicar, para sua apuração, a respectiva fórmula matemática, estando incorreta a simples soma aritmética de percentuais de reajuste ou o cálculo de média dos percentuais aplicados em todas as faixas etárias (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA n. 1.016).

Fonte oficial

Tese JT_270_T06

PLANOS DE SAÚDE IV

O aumento por sinistralidade, aplicado de forma complementar ao reajuste por variação de custos, exige comprovação do acréscimo na proporção entre despesas assistenciais e receitas diretas do contrato, apuradas no período de doze meses consecutivos anteriores à data-base.

Fonte oficial

Tese JT_270_T07

PLANOS DE SAÚDE IV

Na vigência dos contratos de plano ou de seguro de assistência à saúde, a pretensão condenatória decorrente da declaração de nulidade de cláusula de reajuste nele prevista prescreve em 20 anos (art. 177 do CC/1916) ou em 3 anos (art. 206, § 3º, IV, do CC/2002), observada a regra de transição do art. 2.028 do CC/2002 (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA n. 610).

Fonte oficial

Tese JT_270_T08

PLANOS DE SAÚDE IV

O Código de Defesa do Consumidor não se aplica ao contrato de plano de saúde coletivo empresarial com mais de trinta beneficiários, devido à natureza comercial da relação, na qual não se presume a vulnerabilidade do estipulante.

Fonte oficial

Tese JT_270_T09

PLANOS DE SAÚDE IV

Competência da Justiça Comum para julgar demandas relativas a plano de saúde na modalidade de autogestão empresarial, exceto quando o benefício for regulado em contrato de trabalho, convenção ou acordo coletivo, hipótese em que a competência será da Justiça do Trabalho, ainda que figure como parte trabalhador aposentado ou dependente do trabalhador (Tese julgada sob o rito do art. 947 do CPC - TEMA n. 5).

Fonte oficial

Tese JT_271_T01

PLANOS DE SAÚDE V

É dever da operadora de plano de saúde cobrir parto de urgência, inclusive quando contratado na segmentação hospitalar sem obstetrícia.

Fonte oficial

Tese JT_271_T02

PLANOS DE SAÚDE V

Havendo dúvidas justificadas e razoáveis quanto ao caráter eminentemente estético da cirurgia plástica indicada ao paciente pós-cirurgia bariátrica, a operadora de plano de saúde pode se utilizar do procedimento da junta médica, formada para dirimir a divergência técnico-assistencial, desde que arque com os honorários dos respectivos profissionais e sem prejuízo do exercício do direito de ação pelo beneficiário, em caso de parecer desfavorável à indicação clínica do médico assistente, ao qual não se vincula o julgador (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA 1.069).

Fonte oficial

Tese JT_271_T03

PLANOS DE SAÚDE V

A operadora de plano de saúde deve custear o procedimento de criopreservação de óvulos, como medida preventiva à possível falência ovariana decorrente de quimioterapia utilizada no tratamento de câncer.

Fonte oficial

Tese JT_271_T04

PLANOS DE SAÚDE V

É devida a cobertura, pelo plano de saúde, de órtese craniana indicada para o tratamento de braquicefalia e plagiocefalia posicional.

Fonte oficial

Tese JT_271_T05

PLANOS DE SAÚDE V

É lícita a negativa de cobertura pela operadora do plano de saúde de medicamento de uso domiciliar à base de canabidiol não especificado no rol da ANS.

Fonte oficial

Tese JT_271_T06

PLANOS DE SAÚDE V

A inclusão do tratamento no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS supre a necessidade de comprovação científica de sua eficácia e, portanto, confirma a obrigatoriedade de cobertura do procedimento.

Fonte oficial

Tese JT_271_T07

PLANOS DE SAÚDE V

O sistema de infusão contínua de insulina é classificado como dispositivo médico e não pode ser excluído da cobertura dos planos de saúde.

Fonte oficial

Tese JT_271_T08

PLANOS DE SAÚDE V

A cobertura de assistência à saúde do beneficiário limita-se ao território nacional, razão pela qual a operadora do plano de saúde pode se recusar a custear exames realizados no exterior.

Fonte oficial

Tese JT_271_T09

PLANOS DE SAÚDE V

É abusiva a recusa de cobertura pela operadora do plano de saúde de terapia multidisciplinar aos beneficiários com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista - TEA.

Fonte oficial

Tese JT_271_T10

PLANOS DE SAÚDE V

É abusiva a recusa de cobertura pela operadora do plano de saúde ao tratamento multidisciplinar, sem limitação de sessões, prescrito aos beneficiários com Síndrome de Down.

Fonte oficial

Tese JT_272_T01

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Associações de defesa do consumidor têm legitimidade para propor ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos sem necessidade de autorização expressa dos associados.

Fonte oficial

Tese JT_272_T02

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

As associações civis de defesa dos direitos humanos têm legitimidade ativa para a propositura de ação civil pública, como substituta processual, para a defesa de interesses dos visitantes de unidades prisionais submetidos à revista íntima e pessoal consideradas vexatórias, por se tratar de direitos individuais homogêneos.

Fonte oficial

Tese JT_272_T03

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Em ação civil pública proposta por associação, na condição de substituta processual de consumidores, possuem legitimidade para a liquidação e execução da sentença todos os beneficiados pela procedência do pedido, independentemente de serem filiados à associação promovente (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 948).

Fonte oficial

Tese JT_272_T04

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Na execução de sentença coletiva substitutiva, a associação civil que atuou como substituta processual passa a exercer função representativa e deve apresentar as procurações individuais dos beneficiários.

Fonte oficial

Tese JT_272_T05

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

O Ministério Público tem legitimidade para substituir associação autora de ação civil pública, nos casos em que ela for extinta por decisão judicial.

Fonte oficial

Tese JT_272_T06

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

A intimação do Ministério Público Federal para atuar como litisconsorte ativo em ação civil pública não é obrigatória quando a matéria não é da competência da Justiça Federal e o autor perdeu a capacidade processual.

Fonte oficial

Tese JT_272_T07

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

O Ministério Público Federal não possui legitimidade para assumir o polo ativo de ação civil pública proposta perante a Justiça estadual, em substituição processual de associação civil que foi extinta por decisão judicial, ainda que o processo esteja em curso no Superior Tribunal de Justiça.

Fonte oficial

Tese JT_272_T08

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Em ação civil pública promovida pelo Ministério Público, o adiantamento dos honorários periciais ficará a cargo da Fazenda Pública a que estiver vinculado, por aplicação analógica da Súmula n. 232 do STJ.

Fonte oficial

Tese JT_272_T09

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Nas ações civis públicas por danos ambientais e urbanísticos, o litisconsórcio passivo facultativo prevalece como regra geral.

Fonte oficial

Tese JT_272_T10

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

A legitimidade ativa das pessoas jurídicas da administração pública indireta para propor ação civil pública exige a demonstração da pertinência temática entre suas finalidades institucionais e do interesse jurídico tutelado na demanda.

Fonte oficial

Tese JT_273_T01

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

Prevalecem sobre quaisquer outras normas locais, primárias ou secundárias, legislativas ou administrativas, as seguintes competências de foro: i) em regra, do local do dano, para ação civil pública (art. 2º da Lei n. 7.347/1985) (Tese julgada sob o rito do art. 947 do CPC - IAC n. 10).

Fonte oficial

Tese JT_273_T02

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

A liquidação e a execução individual de sentença genérica proferida em ação civil coletiva pode ser ajuizada no foro do domicílio do beneficiário, porquanto os efeitos e a eficácia da sentença não estão circunscritos a lindes geográficos, mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido, levando-se em conta, para tanto, sempre a extensão do dano e a qualidade dos interesses metaindividuais postos em juízo (arts. 468, 472 e 474, CPC e 93 e 103, CDC) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 480).

Fonte oficial

Tese JT_273_T03

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

Prescreve em cinco anos o prazo para a propositura de ação civil pública em que se discute direitos relativos a planos de saúde, por analogia ao prazo definido na ação popular, em razão da falta de dispositivo legal específico e por ambas integrarem o microssistema de proteção dos interesses transindividuais.

Fonte oficial

Tese JT_273_T04

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

A sentença proferida em ação civil pública que trate de direitos individuais homogêneos, inclusive o de fornecimento de medicamentos, possui efeito erga omnes e beneficia todos os pacientes que comprovem o enquadramento nas condições estabelecidas na decisão.

Fonte oficial

Tese JT_273_T05

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

A sentença que julga improcedente o pedido feito em ação civil pública se sujeita à remessa oficial, por aplicação subsidiária do art. 19 da Lei n. 4.717/1965.

Fonte oficial

Tese JT_273_T06

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

É inaplicável o princípio da simetria nas ações civis públicas ajuizadas por associações ou fundações privadas, portanto deve o réu vencido arcar com honorários sucumbenciais.

Fonte oficial

Tese JT_273_T07

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

Em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público ou por ente público, pelo princípio da simetria, não é cabível a condenação da parte ré ao pagamento de honorários advocatícios, salvo se comprovada má-fé.

Fonte oficial

Tese JT_273_T08

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

Os juros de mora incidem a partir da citação do devedor no processo de conhecimento da Ação Civil Pública quando esta se fundar em responsabilidade contratual, cujo inadimplemento já produza a mora, salvo a configuração da mora em momento anterior (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 685).

Fonte oficial

Tese JT_273_T09

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

É possível a declaração incidental de inconstitucionalidade de leis ou de atos normativos, em ação civil pública, quando a controvérsia constitucional figurar como causa de pedir ou questão prejudicial indispensável à resolução do pedido principal.

Fonte oficial

Tese JT_273_T10

AÇÃO CIVIL PÚBLICA II

Na ação civil pública por ato de improbidade administrativa é possível o prosseguimento da demanda para pleitear o ressarcimento do dano ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções previstas no art. 12 da Lei n. 8.429/92 (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - Tema n. 1089).

Fonte oficial

Tese JT_274_T01

PLANOS DE SAÚDE VI

É abusiva a negativa, pelo plano de saúde, de tratamento essencial ao controle de doença degenerativa do sistema nervoso, com utilização de medicamento administrável na forma oral em ambiente domiciliar, quando o fármaco inclui-se no rol da ANS e é parte de específico tratamento escalonado a ser realizado obrigatoriamente pelo paciente como condição para a manutenção dos cuidados com a doença.

Fonte oficial

Tese JT_274_T02

PLANOS DE SAÚDE VI

O plano de saúde deve cobrir medicamento sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), cuja importação tenha sido excepcionalmente autorizada pela agência reguladora.

Fonte oficial

Tese JT_274_T03

PLANOS DE SAÚDE VI

A operadora, mesmo após o exercício regular do direito à rescisão unilateral de plano coletivo, deverá assegurar a continuidade dos cuidados assistenciais prescritos a usuário internado ou em pleno tratamento médico garantidor de sua sobrevivência ou de sua incolumidade física, até a efetiva alta, desde que o titular arque integralmente com a contraprestação (mensalidade) devida (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA 1.082).

Fonte oficial

Tese JT_274_T04

PLANOS DE SAÚDE VI

É possível a suspensão ou a resolução do contrato de plano de saúde pelo não pagamento da mensalidade por prazo superior a sessenta dias, consecutivos ou não, nos últimos doze meses do contrato, se o consumidor for comprovadamente notificado até o quinquagésimo dia de atraso.

Fonte oficial

Tese JT_274_T05

PLANOS DE SAÚDE VI

Na rescisão unilateral do plano de saúde coletivo é obrigatória a prévia notificação da outra parte.

Fonte oficial

Tese JT_274_T06

PLANOS DE SAÚDE VI

A administradora de benefícios é parte legítima para responder solidariamente com a operadora de planos de saúde pelos danos causados aos seus usuários.

Fonte oficial

Tese JT_274_T07

PLANOS DE SAÚDE VI

É devida compensação por danos morais quando a operadora do plano de saúde negar atendimento em situações de emergência ou urgência durante o período de carência.

Fonte oficial

Tese JT_274_T08

PLANOS DE SAÚDE VI

Prescreve em cinco anos o prazo para a propositura de ação civil pública em que se discute direitos relativos a planos de saúde, por analogia ao prazo definido na ação popular, em razão da falta de dispositivo legal específico e por ambas integrarem o microssistema de proteção dos interesses transindividuais.

Fonte oficial

Tese JT_275_T01

SIMPLES NACIONAL

O direito à opção pelo Simples Nacional, com fundamento na legislação superveniente, somente pode ser exercido a partir da vigência da nova lei.

Fonte oficial

Tese JT_275_T02

SIMPLES NACIONAL

A falta de alvará de localização ou de funcionamento não configura irregularidade fiscal capaz de impedir a adesão da empresa ao Simples Nacional.

Fonte oficial

Tese JT_275_T03

SIMPLES NACIONAL

Inexiste direito líquido e certo à permanência no Simples Nacional quando a regularização de débitos ocorre após o prazo legal.

Fonte oficial

Tese JT_275_T04

SIMPLES NACIONAL

O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), instrumento declaratório fundado em informações mensais do contribuinte e de natureza de autolançamento, fixa o termo inicial do prazo prescricional no regime do Simples Nacional.

Fonte oficial

Tese JT_275_T05

SIMPLES NACIONAL

É vedado às empresas optantes pelo Simples Nacional aderir aos parcelamentos instituídos por leis federais ordinárias, pois apenas leis complementares podem criar parcelamento de débitos que englobem tributos de diferentes entes federativos.

Fonte oficial

Tese JT_275_T06

SIMPLES NACIONAL

A desoneração da Taxa de Fiscalização de Funcionamento é aplicada ao Microempreendedor Individual (MEI), e não se estende às Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), mesmo que sejam optantes pelo Simples Nacional.

Fonte oficial

Tese JT_275_T07

SIMPLES NACIONAL

As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional estão dispensadas do pagamento do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

Fonte oficial

Tese JT_275_T08

SIMPLES NACIONAL

As empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensadas do recolhimento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (CONDECINE).

Fonte oficial

Tese JT_275_T09

SIMPLES NACIONAL

A gorjeta não pode ser incluída na base de cálculo dos tributos sujeitos ao regime do Simples Nacional.

Fonte oficial

Tese JT_275_T10

SIMPLES NACIONAL

As empresas optantes pelo Simples Nacional não estão isentas da contribuição social de 10% sobre o montante do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em casos de demissão sem justa causa de seus empregados.

Fonte oficial

Tese JT_275_T11

SIMPLES NACIONAL

A opção pelo Simples Nacional feita pelas sociedades prestadores de serviço que adotarem a forma empresarial não garante, por si só, o direito ao recolhimento do ISS por valor fixo.

Fonte oficial

Tese JT_275_T12

SIMPLES NACIONAL

A LC n. 123/2006 não revogou o art. 9º do Decreto-Lei n. 406/1968, que assegura a competência tributária ao ente municipal para instituir, fiscalizar e arrecadar o ISS.

Fonte oficial

Tese JT_276_T01

RECLAMAÇÃO

Cabe reclamação para preservar a competência do tribunal, para garantir a autoridade de suas decisões e para assegurar a observância de enunciado de súmula vinculante, de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em controle concentrado e de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) ou de incidente de assunção de competência (IAC).

Fonte oficial

Tese JT_276_T04

RECLAMAÇÃO

Não cabe reclamação para compelir os tribunais de origem a adequarem decisões judiciais que não tenham seguido o posicionamento majoritário da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou de tema firmado em julgamento de recurso especial repetitivo.

Fonte oficial

Tese JT_276_T05

RECLAMAÇÃO

Não cabe reclamação para compelir os tribunais de origem a aplicarem entendimento de enunciado de súmula editado pelo STJ.

Fonte oficial

Tese JT_276_T06

RECLAMAÇÃO

Não cabe reclamação constitucional para impugnar julgado da Justiça do Trabalho que contrarie jurisprudência do STJ.

Fonte oficial

Tese JT_276_T07

RECLAMAÇÃO

O deferimento da reclamação por ofensa à autoridade do STJ pressupõe prova objetiva de descumprimento do julgado proferido por esta Corte.

Fonte oficial

Tese JT_276_T09

RECLAMAÇÃO

A decisão do juiz de primeiro grau que obsta o processamento da apelação viola o § 3º do artigo 1.010 do CPC, caracterizando usurpação da competência do Tribunal, o que autoriza o manejo da reclamação prevista no inciso I do artigo 988 do CPC (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA 1.267).

Fonte oficial

Tese JT_277_T01

RECLAMAÇÃO II

Aquele que foi parte na ação que deu origem ao acórdão descumprido tem legitimidade ativa para a propositura de reclamação em que se busca assegurar a autoridade de decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte oficial

Tese JT_277_T03

RECLAMAÇÃO II

Não cabe reclamação contra decisão que determina o sobrestamento do feito enquanto pendente de julgamento o recurso especial interposto contra acórdão que julga incidente de resolução de demanda repetitiva (IRDR).

Fonte oficial

Tese JT_277_T04

RECLAMAÇÃO II

Não cabe reclamação ao STJ com fundamento em descumprimento de acórdão proferido em recurso especial em IRDR.

Fonte oficial

Tese JT_277_T05

RECLAMAÇÃO II

Não se exige o esgotamento da instância ordinária como pressuposto de conhecimento da reclamação fundamentada em descumprimento de acórdão prolatado em incidente de assunção de competência (IAC).

Fonte oficial

Tese JT_277_T07

RECLAMAÇÃO II

Compete às câmaras reunidas ou à seção especializada dos tribunais de justiça processar e julgar as reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por turma recursal estadual e a jurisprudência do STJ, consolidada em IAC, em IRDR, em julgamento de recurso especial repetitivo e em enunciados das súmulas do STJ.

Fonte oficial

Tese JT_277_T08

RECLAMAÇÃO II

Cabe condenação em honorários advocatícios na reclamação indeferida liminarmente, quando houver o aperfeiçoamento da relação processual.

Fonte oficial

Tese JT_277_T09

RECLAMAÇÃO II

Cabe condenação em honorários advocatícios em reclamação ajuizada contra acórdão proferido por turma recursal do juizado especial.

Fonte oficial

Tese JT_277_T10

RECLAMAÇÃO II

Não cabe reclamação contra acórdão de tribunal de segundo grau que efetua novo julgamento de embargos de declaração e, supostamente, permanece omisso.

Fonte oficial

Tese JT_277_T11

RECLAMAÇÃO II

Não cabe reclamação contra decisões proferidas pelas turmas recursais em demandas que tramitam perante os Juizados Especiais Federais.

Fonte oficial

Tese JT_278_T01

RECLAMAÇÃO III

Não cabe utilizar reclamação para reverter resultado de decisão proferida pelo próprio Superior Tribunal de Justiça, em recurso especial, com o fim de contestar critérios de admissibilidade recursal que foram então adotados.

Fonte oficial

Tese JT_278_T02

RECLAMAÇÃO III

A reclamação, quando o desrespeito à autoridade da decisão do STJ ocorre na prolação do acórdão, prescinde da intimação das partes por meio da imprensa oficial.

Fonte oficial

Tese JT_278_T03

RECLAMAÇÃO III

Não cabe reclamação contra decisão que defere ou indefere o sobrestamento do feito em razão de processamento de pedido de uniformização de interpretação de lei federal (PUIL) ou recurso especial repetitivo.

Fonte oficial

Tese JT_278_T05

RECLAMAÇÃO III

Não cabe reclamação contra a decisão que nega seguimento ao recurso especial em razão da conformidade entre o acórdão recorrido e o entendimento firmado pelo STJ em recurso especial repetitivo.

Fonte oficial

Tese JT_278_T06

RECLAMAÇÃO III

Não cabe reclamação contra decisão proferida em agravo interno que mantém a negativa de seguimento a recurso especial por estar o acórdão recorrido em consonância com entendimento firmado em recurso especial repetitivo.

Fonte oficial

Tese JT_278_T09

RECLAMAÇÃO III

Não cabe reclamação ao STJ contra ato administrativo, após a edição da Emenda Constitucional n. 45/2004.

Fonte oficial

Tese JT_278_T10

RECLAMAÇÃO III

Compete ao STJ julgar reclamação, protocolada na vigência da Resolução n. 12 do STJ, destinada a dirimir divergência entre a decisão prolatada por turma recursal estadual e a jurisprudência desta Corte, enquanto não criado, por lei federal, um órgão uniformizador de jurisprudência na instância ordinária.

Fonte oficial

Tese JT_278_T11

RECLAMAÇÃO III

Cabe reclamação por usurpação de competência do STJ quando turma recursal exerce juízo prévio de admissibilidade de PUIL nos Juizados Especiais da Fazenda Pública.

Fonte oficial

Tese JT_278_T12

RECLAMAÇÃO III

Não cabe reclamação contra decisões monocráticas proferida pela Presidência da Turma Nacional de Uniformização (TNU).

Fonte oficial

Tese JT_279_T01

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

É possível utilizar ações encobertas ou agentes infiltrados na investigação de crimes praticados pela via digital, desde que, observados os critérios de proporcionalidade (utilidade, necessidade) e subsidiariedade, quando a prova não puder ser produzida por outros meios disponíveis.

Fonte oficial

Tese JT_279_T02

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

A realização de ronda virtual para localizar material relacionado a pornografia infantil não se confunde com o instituto da infiltração de agentes de polícia na internet e prescinde de autorização judicial prévia.

Fonte oficial

Tese JT_279_T03

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

É ilícito o acesso a dados, inclusive a conversas em aplicativos de mensagens, realizado diretamente pela polícia em aparelho celular apreendido em flagrante, sem prévia autorização judicial, ressalvadas as situações em que houver a voluntariedade do detentor do bem.

Fonte oficial

Tese JT_279_T04

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

Embora sejam ilícitas as capturas de tela de conversas em aplicativo de mensagens apresentadas em relatório de investigação, obtidas sem consentimento expresso do réu ou ordem judicial, a posterior extração de dados de aparelho celular, realizada com autorização judicial, permite classificar a prova como de fonte independente.

Fonte oficial

Tese JT_279_T05

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

A decisão judicial que autoriza a quebra do sigilo de dados armazenados não requer a inclusão de uma limitação temporal específica na diligência.

Fonte oficial

Tese JT_279_T06

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

A visualização à distância, promovida por meios tecnológicos, em tempo real, é suficiente para configurar o elemento presença exigido para a caracterização do crime previsto no art. 218-A do Código Penal.

Fonte oficial

Tese JT_279_T07

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

É idônea a fundamentação da prisão preventiva baseada na periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi , e na necessidade de interromper atuação de líder de organização criminosa voltada para a prática de crimes informáticos.

Fonte oficial

Tese JT_279_T08

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

A criação de site na internet, por associação criminosa, sob o falso pretexto de vender mercadorias, mas sem a intenção de entregá-las, amolda-se ao crime contra a economia popular, pois objetiva enganar número indeterminado de pessoas.

Fonte oficial

Tese JT_279_T09

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

O requerimento cautelar de guarda dos registros de acesso ou conexão a aplicações de internet por prazo superior ao legal, feito por autoridade policial, administrativa ou pelo Ministério Público, prescinde de prévia autorização judicial.

Fonte oficial

Tese JT_279_T10

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) não se aplica ao tratamento de dados pessoais telemáticos realizados para fins exclusivos de segurança pública, defesa nacional, segurança do Estado ou atividades de investigação e repressão de infrações penais.

Fonte oficial

Tese JT_280_T01

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

A divulgação de conteúdo discriminatório ou preconceituoso por meio da internet, em plataformas ou redes sociais de alcance internacional, atrai a competência da Justiça Federal, pois a transnacionalidade é presumida diante da potencialidade de acesso ao material fora do território nacional.

Fonte oficial

Tese JT_280_T02

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

A Justiça Federal é competente para julgar crimes de divulgação de material pornográfico acessível transnacionalmente, que envolva criança ou adolescente, quando praticados por meio da rede mundial de computadores.

Fonte oficial

Tese JT_280_T03

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

Crime contra a honra de particular, ainda que praticado por meio da internet, em plataformas ou redes sociais de alcance internacional, não atrai, por si só, a competência da Justiça Federal.

Fonte oficial

Tese JT_280_T04

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

Compete ao juízo do local em que a vítima tomou conhecimento do conteúdo ofensivo, o julgamento de crime contra a honra praticado pela internet, por mensagens privadas, as quais somente o autor e o destinatário tiveram acesso ao seu conteúdo.

Fonte oficial

Tese JT_280_T05

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

Em crimes contra a honra praticados na internet, em que a publicação pode ser visualizada por terceiros, a competência é firmada pelo local onde o conteúdo ofensivo foi incluído.

Fonte oficial

Tese JT_280_T06

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

Os delitos de calúnia e difamação praticados pela internet, caso não se identifique o local de onde partiram as ofensas, são regidos por disposição subsidiária descrita no art. 72 do CPP e serão julgados no foro do domicílio do réu.

Fonte oficial

Tese JT_280_T07

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

Na hipótese de o site utilizado para a prática do crime à distância estar hospedado no exterior, e ser incerto o local da consumação do delito, bem como desconhecido o domicílio do autor, a competência será fixada por prevenção.

Fonte oficial

Tese JT_280_T08

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

Não afronta o princípio da indivisibilidade da ação penal privada a ausência de oferecimento de queixa-crime contra todos os internautas que proferiram ofensas contra o querelante, pois não há hipótese de coautoria ou participação nesse caso, e sim existência de delitos autônomos.

Fonte oficial

Tese JT_280_T09

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL II

Não caracteriza renúncia tácita ao direito de queixa o fato de o querelante não a apresentar contra todos os ofensores de sua imagem, atingida na internet, por várias pessoas, cada uma utilizando-se de um comentário, pois tais condutas não evidenciam coautoria ou participação, mas vários delitos autônomos com autores diversos.

Fonte oficial

Tese JT_281_T01

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

É importante a prova técnica para a comprovação da autoria e materialidade dos crimes previstos nos arts. 241-A e 241-B do ECA, especialmente daqueles que envolvem compartilhamento de material digital.

Fonte oficial

Tese JT_281_T02

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

Na hipótese de violência e vulnerabilidade digital de crianças e adolescentes, a indicação de URLs das hashtags é instrumento tecnicamente adequado para acionar a atuação exigida das plataformas digitais, de modo a possibilitar a remoção de conteúdos ilícitos e assegurar a proteção integral e a tutela dos direitos fundamentais envolvidos.

Fonte oficial

Tese JT_281_T03

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

Para a integridade e auditabilidade da prova digital, é necessária a preservação da cadeia de custódia e a possibilidade de exame técnico independente, o que pode incluir utilização de certificadores específicos como o algoritmo hash, em observância ao princípio da mesmidade.

Fonte oficial

Tese JT_281_T04

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

Se houver dúvida razoável sobre a integridade e autenticidade da prova digital, é necessária a realização de exame pericial para assegurar a confiabilidade do material e o exercício do contraditório.

Fonte oficial

Tese JT_281_T05

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

A decisão judicial que autoriza a quebra de sigilo de dados de conexão atende aos requisitos legais quando apresenta fundados indícios, justificativa motivada da utilidade dos registros para a investigação ou instrução e delimitação temporal do período ao qual se referem os registros.

Fonte oficial

Tese JT_281_T06

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

Os dados cadastrais armazenados nos bancos de dados dos provedores possuem caráter objetivo; assim, o acesso direto pelos órgãos de investigação, sem prévia autorização judicial, não viola a garantia constitucional de proteção à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem.

Fonte oficial

Tese JT_281_T07

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

A quebra de sigilo de dados estáticos de conexão não configura interceptação telefônica e, por isso, não está regulada pela Lei n. 9.296/1996, mas sim pelo Marco Civil da Internet, que disciplina o acesso a dados já armazenados.

Fonte oficial

Tese JT_281_T08

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

A quebra de sigilo de dados de conexão, quando devidamente fundamentada e temporalmente delimitada, constitui medida proporcional para a investigação de crimes praticados por meio eletrônico, especialmente quando destinada a identificar a real autoria de delitos perpetrados com uso de conta ou linha telefônica clonada.

Fonte oficial

Tese JT_281_T09

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

A determinação judicial de quebra de sigilo de dados informáticos estáticos (registros), relacionados à identificação de usuários que operaram em determinada área geográfica e período de tempo, com fundamentação suficiente, não se mostra desproporcional, nem ofende a proteção constitucional à privacidade e à intimidade.

Fonte oficial

Tese JT_281_T10

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL EM AMBIENTE DIGITAL III

Não é possível a quebra de sigilo de dados informáticos estáticos (registros de geolocalização) nos casos em que haja a possibilidade de violação da intimidade e da vida privada de pessoas não diretamente relacionadas à investigação criminal.

Fonte oficial

Tese JT_282_T01

SUPERENDIVIDAMENTO

Superendividamento é a impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas, exigíveis e vincendas - decorrentes de relação de consumo, inclusive operações de crédito, compras a prazo e serviços de prestação continuada - sem comprometer seu mínimo existencial.

Fonte oficial

Tese JT_282_T02

SUPERENDIVIDAMENTO

O processo de repactuação de dívidas, previsto no art. 104-A do Código de Defesa do Consumidor (CDC), deve ser iniciado de forma autônoma, por possuir rito próprio e natureza conciliatória, o que torna juridicamente inviável a sua instauração como incidente em processo executivo em curso, sob pena de subversão da lógica processual e risco de tumulto procedimental.

Fonte oficial

Tese JT_282_T03

SUPERENDIVIDAMENTO

A fase pré-processual do processo de superação do superendividamento visa à autocomposição entre credores e devedores, de modo que, embora regida pelos princípios da cooperação e da solidariedade, recai sobre o consumidor o ônus da iniciativa conciliatória, com a apresentação de proposta de plano de pagamento.

Fonte oficial

Tese JT_282_T04

SUPERENDIVIDAMENTO

Na audiência de conciliação referente à repactuação de dívidas por superendividamento, não há obrigação legal de o credor apresentar contraproposta ou aderir ao plano de pagamento formulado pelo devedor.

Fonte oficial

Tese JT_282_T05

SUPERENDIVIDAMENTO

O comparecimento do credor à audiência de conciliação, pessoalmente ou representado por advogado com poderes para transigir, é suficiente para afastar as sanções previstas no art. 104-A, § 2º, do CDC.

Fonte oficial

Tese JT_282_T06

SUPERENDIVIDAMENTO

A ausência injustificada do credor ou a presença de seu procurador sem poderes especiais e plenos para transigir em audiência de conciliação para repactuação de dívidas por superendividamento acarreta a aplicação das sanções previstas no art. 104-A, § 2º, do CDC.

Fonte oficial

Tese JT_282_T07

SUPERENDIVIDAMENTO

Na fase judicial do processo de superendividamento, é possível a concessão, inclusive de ofício, de tutelas provisórias de natureza exclusivamente cautelar, as quais podem incluir, entre outras, as medidas do § 2º do art. 104-A do CDC.

Fonte oficial

Tese JT_282_T08

SUPERENDIVIDAMENTO

A Justiça estadual é competente para processar e julgar ações de repactuação de dívidas por superendividamento, mesmo com interesse de ente federal, uma vez que o art. 109, I, da Constituição Federal exclui a competência da Justiça Federal nos casos de concurso de credores.

Fonte oficial

Tese JT_282_T09

SUPERENDIVIDAMENTO

A competência da Justiça Federal para julgamento de ação de cobrança proposta por empresa pública federal é absoluta e não admite deslocamento por conexão, continência ou coexistência com processo de superendividamento.

Fonte oficial

Tese JT_282_T10

SUPERENDIVIDAMENTO

Compete à Justiça Federal o julgamento de repactuação de dívidas por superendividamento quando o polo passivo da demanda for composto exclusivamente por instituição financeira federal.

Fonte oficial

Tese JT_283_T01

DIREITO À EDUCAÇÃO

O art. 53, inciso V, da Lei 9394/96 permite à universidade fixar normas específicas a fim de disciplinar o referido processo de revalidação de diplomas de graduação expedidos por estabelecimentos estrangeiros de ensino superior, não havendo qualquer ilegalidade na determinação do processo seletivo para a revalidação do diploma, porquanto decorre da necessidade de adequação dos procedimentos da instituição de ensino para o cumprimento da norma, uma vez que de outro modo não teria a universidade condições para verificar a capacidade técnica do profissional e sua formação, sem prejuízo da responsabilidade social que envolve o ato (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 599).

Fonte oficial

Tese JT_283_T02

DIREITO À EDUCAÇÃO

As instituições de ensino superior respondem objetivamente pelos danos suportados pelo aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo Ministério da Educação, sobre o qual não lhe tenha sido dada prévia e adequada informação (Súmula n. 595 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_283_T03

DIREITO À EDUCAÇÃO

O candidato aprovado em concurso público pode assumir cargo que, segundo o edital, exige título de Ensino Médio profissionalizante ou completo com curso técnico em área específica, caso não seja portador desse título, mas detenha diploma de nível superior na mesma área profissional (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA 1.094).

Fonte oficial

Tese JT_283_T04

DIREITO À EDUCAÇÃO

A vedação de nova admissão de professor substituto temporário anteriormente contratado, antes de decorridos 24 (vinte e quatro) meses do encerramento do contrato anterior, contida no art. 9º, III, da Lei n. 8.745/1993, não se aplica aos contratos realizados por instituições públicas distintas (Tese julgado sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA n. 1308).

Fonte oficial

Tese JT_283_T05

DIREITO À EDUCAÇÃO

Para fins de complementação pela União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental - FUNDEF (art. 60 do ADCT, redação da EC 14/96), o "valor mínimo anual por aluno" (VMAA), de que trata o art. 6º, § 1º da Lei 9.424/96, deve ser calculado levando em conta a média nacional (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 322).

Fonte oficial

Tese JT_283_T06

DIREITO À EDUCAÇÃO

O prazo prescricional da pretensão de cobrança de complementação de recursos relativos ao Valor Mínimo Anual por Aluno (VMAA), repassado ao FUNDEB/FUNDEF, deve ser apurado mês a mês, e não anualmente, por cuidar de hipótese de relação de trato sucessivo, que se renova mensalmente, não havendo falar de prescrição do próprio fundo de direito, mas apenas das parcelas relativas ao quinquênio que precedeu à propositura da ação (Tese julgado sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA n. 1326).

Fonte oficial

Tese JT_284_T01

DIREITO À EDUCAÇÃO II

O direito à educação previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente, com ensino fundamental aos menores de seis anos incompletos, é indisponível e deriva da própria força impositiva dos preceitos de ordem pública.

Fonte oficial

Tese JT_284_T02

DIREITO À EDUCAÇÃO II

O ensino fundamental é direito subjetivo do menor de seis anos incompletos e o princípio da inafastabilidade da jurisdição, a homogeneidade e a transindividualidade do direito justificam a propositura de ação civil pública.

Fonte oficial

Tese JT_284_T03

DIREITO À EDUCAÇÃO II

É dever do Estado assegurar às crianças de zero a seis anos de idade o acesso à creche e à pré-escola da rede pública.

Fonte oficial

Tese JT_284_T04

DIREITO À EDUCAÇÃO II

Aplica-se, excepcionalmente, a teoria do fato consumado a fim de garantir a continuidade educacional da criança matriculada sem o preenchimento do critério etário, quando a restauração da estrita legalidade lhe causar mais prejuízos sociais e pedagógicos do que a manutenção da situação já consolidada pelo decurso do tempo.

Fonte oficial

Tese JT_284_T05

DIREITO À EDUCAÇÃO II

A Justiça da Infância e da Juventude tem competência absoluta para processar e julgar causas envolvendo matrícula de menores em creches ou escolas, nos termos dos arts. 148, IV, e 209 da Lei n. 8.069/1990 (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 1.058).

Fonte oficial

Tese JT_284_T06

DIREITO À EDUCAÇÃO II

A competência absoluta da Justiça da Infância e da Juventude para processar e julgar causas relativas à matrícula em creches ou escolas, estende-se a demandas que discutam a viabilidade de permanência física dos estudantes e o funcionamento das instalações da instituição de ensino.

Fonte oficial

Tese JT_284_T07

DIREITO À EDUCAÇÃO II

O direito fundamental à educação implica garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, o que não pode ser prejudicado por inadequação das instalações físicas das instituições de ensino mantidas pelo Poder Público.

Fonte oficial

Tese JT_284_T08

DIREITO À EDUCAÇÃO II

O Poder Público local não pode exigir do professor da educação infantil e dos cinco primeiros anos do ensino fundamental formação superior além da prevista no art. 62 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Fonte oficial

Tese JT_284_T09

DIREITO À EDUCAÇÃO II

O cômputo dos dez ou quinze minutos que faltam para que a "hora-aula" complete efetivamente uma "hora de relógio" não pode ser considerado como tempo de atividade extraclasse, uma vez que tal intervalo não se mostra suficiente para que o professor realize as atividades para as quais o limite da carga horária foi idealizado.

Fonte oficial

Tese JT_284_T10

DIREITO À EDUCAÇÃO II

A ausência de matrícula de crianças e adolescentes em instituição regular de ensino configura infração administrativa, e é irrelevante, para esse efeito, a invocação de modelo informal ou "doméstico" de aprendizagem não reconhecido pela legislação vigente.

Fonte oficial

Tese JT_284_T11

DIREITO À EDUCAÇÃO II

É ilegal menor de 18 anos, mesmo que emancipado ou com altas habilidades, antecipar a conclusão de sua educação básica submetendo-se ao sistema de avaliação diferenciado oferecido pelos Centros de Educação de Jovens e Adultos - CEJAs, ainda que o intuito seja obter o diploma de ensino médio para matricular-se em curso superior (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA n. 1127).

Fonte oficial

Tese JT_285_T01

DIREITO À EDUCAÇÃO III

As vagas remanescentes dos cursos técnicos oferecidos pelo Senai no Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - PRONATEC - devem ser disponibilizadas aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), desde que comprovem escolaridade equivalente ao ensino médio.

Fonte oficial

Tese JT_285_T02

DIREITO À EDUCAÇÃO III

Em se tratando de demanda em que se discute a ausência/obstáculo de credenciamento da instituição de ensino superior pelo Ministério da Educação como condição de expedição de diploma aos estudantes, é inegável a presença de interesse jurídico da União, razão pela qual deve a competência ser atribuída à Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal de 1988 (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 584).

Fonte oficial

Tese JT_285_T03

DIREITO À EDUCAÇÃO III

Compete à Justiça Federal o processo e julgamento de demanda em que se discute a ausência de ou o obstáculo ao credenciamento de instituição particular de ensino superior no Ministério da Educação como condição de expedição de diploma de ensino a distância aos estudantes (Súmula n. 570 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_285_T04

DIREITO À EDUCAÇÃO III

As instituições de ensino superior privadas sujeitam-se ao Sistema Federal de Ensino (SFE), o que atrai a competência da Justiça Federal para julgar casos em que se discuta negativa de expedição ou atraso na entrega de diploma - mesmo que a pretensão se limite ao pagamento de indenização - ou pedidos de colação de grau antecipada.

Fonte oficial

Tese JT_285_T05

DIREITO À EDUCAÇÃO III

Não é possível o registro automático de diploma de graduação expedido por instituição de ensino superior dos países signatários da Convenção Regional sobre o Reconhecimento de Diploma de Ensino Superior na América Latina e no Caribe sem o devido processo de revalidação, a ser realizado pelas universidades brasileiras com base em normas específicas por elas estabelecidas.

Fonte oficial

Tese JT_285_T06

DIREITO À EDUCAÇÃO III

É obrigatória a revalidação de diploma de medicina obtido em instituição cubana, ainda que expedido antes da Lei n. 9.394/1996, aplica-se, portanto, o Tema n. 615/STJ, sem distinção apta a afastar o precedente.

Fonte oficial

Tese JT_285_T07

DIREITO À EDUCAÇÃO III

Ao profissional formado em educação física, na modalidade licenciatura de graduação plena, somente é permitido atuar na educação básica, sendo-lhe defeso o exercício da profissão na área não formal (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 647).

Fonte oficial

Tese JT_285_T08

DIREITO À EDUCAÇÃO III

É dever da instituição de ensino superior informar o discente , com clareza e transparência, sobre as modificações que se relacionem ao exercício da profissão pelos alunos que cursam licenciatura plena em Educação Física e não bacharelado, especialmente, àqueles que se matricularam após outubro de 2005.

Fonte oficial

Tese JT_285_T09

DIREITO À EDUCAÇÃO III

Não cabe ao Poder Judiciário analisar os critérios de escolha dos membros de banca examinadora de concurso público para o cargo de professor de ensino superior, sob pena de violação do princípio constitucional da autonomia universitária.

Fonte oficial

Tese JT_285_T10

DIREITO À EDUCAÇÃO III

A oferta irregular de cursos superiores e a terceirização ilícita de atividades acadêmicas configuram dano moral coletivo presumido (in re ipsa) quando implicarem violação injusta e intolerável a direitos extrapatrimoniais da coletividade.

Fonte oficial

Tese JT_285_T11

DIREITO À EDUCAÇÃO III

A declaração de conclusão do curso constitui meio hábil à comprovação do nível de escolaridade.

Fonte oficial

Tese JT_285_T12

DIREITO À EDUCAÇÃO III

O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação civil pública com o fim de impedir a cobrança abusiva de mensalidades escolares.

Fonte oficial

Tese JT_285_T13

DIREITO À EDUCAÇÃO III

A União é parte legítima para figurar no polo passivo de ação em que se discute o indeferimento de bolsa do PROUNI.

Fonte oficial

Tese JT_285_T14

DIREITO À EDUCAÇÃO III

Considera-se título único, para fins de concurso público, a dupla ou múltipla titulação de pós-graduação obtida, simultaneamente, em universidades brasileira e estrangeira.

Fonte oficial

Tese JT_285_T15

DIREITO À EDUCAÇÃO III

A educação superior abrange cursos sequenciais por campo de saber, cursos de graduação, cursos de pós-graduação e cursos de extensão, cujos certificados de conclusão são equivalentes aos diplomas de curso superior.

Fonte oficial

Tese JT_285_T16

DIREITO À EDUCAÇÃO III

É assegurado, excepcionalmente, o ingresso no ensino superior pelo sistema de cotas a candidatos abrangidos por políticas de ação afirmativa que tenham cursado o ensino médio em instituição filantrópica em razão da inexistência de vagas na rede pública da respectiva localidade.

Fonte oficial

Tese JT_285_T17

DIREITO À EDUCAÇÃO III

A aceleração da promoção é permitida exclusivamente aos servidores que, em 1º/3/2013, já ocupavam o cargo de professor de magistério superior, uma vez que, a transferência entre instituições, sem interrupção de vínculo, não autoriza a transposição de enquadramentos funcionais anteriormente obtidos.

Fonte oficial

Tese JT_285_T18

DIREITO À EDUCAÇÃO III

A extensão da carência do contrato de financiamento estudantil para médicos residentes só é possível quando o contrato de financiamento estudantil não tiver ingressado na fase de amortização da dívida.

Fonte oficial