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Legislação · Precedentes

Teses do STJ

Parte 11 de 12: de JT_229_T08 a JT_257_T11, com link direto para cada item.

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Tese JT_229_T08

REGISTROS PÚBLICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS VI

Em concurso de remoção para notários e registradores, é possível que ocupantes de vagas de natureza específica concorram a vagas de natureza mista, sem que haja a necessidade de titulação específica.

Fonte oficial

Tese JT_229_T09

REGISTROS PÚBLICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS VI

A vacância decorrente do reconhecimento da nulidade da investidura do titular da serventia cartorária impossibilita a substituição pelo funcionário mais antigo.

Fonte oficial

Tese JT_229_T10

REGISTROS PÚBLICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS VI

O tabelião de cartório não possui legitimidade para figurar no polo passivo de ação declaratória de nulidade de documento público em que a parte autora não pleiteia indenização por eventuais danos que lhe tenham sido causados.

Fonte oficial

Tese JT_230_T01

CONTRATOS DE SEGURO V

Nos contratos facultativos de seguro em geral, o termo inicial do prazo prescricional da pretensão do segurado é a ciência da recusa da cobertura securitária procedida pela seguradora (aplicação da Teoria da Actio Nata).

Fonte oficial

Tese JT_230_T02

CONTRATOS DE SEGURO V

A seguradora não pode recusar a contratação ou a renovação de seguro a quem se dispuser pagar à vista o prêmio, ainda que possua restrição financeira junto a órgãos de proteção ao crédito.

Fonte oficial

Tese JT_230_T03

CONTRATOS DE SEGURO V

O seguro de vida não pode ser instituído por pessoa casada, não separada de fato nem judicialmente, para beneficiar parceiro em relação concubinária, por força de expressa vedação legal.

Fonte oficial

Tese JT_230_T04

CONTRATOS DE SEGURO V

No seguro de responsabilidade civil facultativo a obrigação da Seguradora de ressarcir danos sofridos por terceiros pressupõe a responsabilidade civil do segurado, a qual, de regra, não poderá ser reconhecida em demanda na qual este não interveio, sob pena de vulneração do devido processo legal e da ampla defesa (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 471).

Fonte oficial

Tese JT_230_T05

CONTRATOS DE SEGURO V

Em ação de reparação de danos movida em face do segurado, a Seguradora denunciada pode ser condenada direta e solidariamente junto com este a pagar a indenização devida à vítima, nos limites contratados na apólice (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 469).

Fonte oficial

Tese JT_230_T06

CONTRATOS DE SEGURO V

Nos contratos bancários em geral, o consumidor não pode ser compelido a contratar seguro com a instituição financeira ou com seguradora por ela indicada (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 972).

Fonte oficial

Tese JT_230_T07

CONTRATOS DE SEGURO V

A ciência prévia da seguradora a respeito de cláusula arbitral pactuada em contrato de seguro garantia o submete à jurisdição arbitral, pois o risco, presente na apólice securitária, constitui elemento objetivo a ser considerado na avaliação da cobertura do sinistro.

Fonte oficial

Tese JT_230_T09

CONTRATOS DE SEGURO V

O transportador que contrata seguro visando à proteção da carga pertencente a terceiro não pode ser considerado consumidor, pois utiliza os serviços securitários como instrumento dentro do processo de prestação de serviços e com finalidade lucrativa.

Fonte oficial

Tese JT_230_T10

CONTRATOS DE SEGURO V

A manifesta previsibilidade do risco de roubo de mercadorias nas operações de transporte de carga somada à conduta direta do segurado que agravar o risco da cobertura contratada, por ato culposo ou doloso, exonera a seguradora do dever de pagar da indenização.

Fonte oficial

Tese JT_231_T01

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

A vítima de violência doméstica deve ser ouvida para que se verifique a necessidade de prorrogação/concessão das medidas protetivas, ainda que extinta a punibilidade do autor.

Fonte oficial

Tese JT_231_T02

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

A medida protetiva de urgência, que busca resguardar interesse individual da vítima de violência doméstica e familiar contra a mulher, tem natureza indisponível e poderá ser requerida pelo Ministério Público.

Fonte oficial

Tese JT_231_T03

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

No contexto de violência doméstica contra a mulher, a decisão que homologa o arquivamento do inquérito deve observar a devida diligência na investigação e os aspectos básicos do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça, em especial quanto à valoração da palavra da vítima.

Fonte oficial

Tese JT_231_T04

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

No contexto de violência doméstica, é possível a dispensa do exame de corpo de delito em crime de lesão corporal na hipótese de subsistirem outras provas idôneas da materialidade do crime.

Fonte oficial

Tese JT_231_T05

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

A aplicação da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal em condenação pelo delito de lesão corporal no contexto de violência doméstica (art. 129, § 9º, do CP), por si só, não configura bis in idem.

Fonte oficial

Tese JT_231_T06

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

A qualificadora do feminicídio, art. 121, § 2º-A, II, do Código Penal, deve incidir nos casos em que o delito é praticado contra mulher em situação de violência doméstica e familiar por possuir natureza de ordem objetiva, o que dispensa a análise do animus do agente.

Fonte oficial

Tese JT_231_T07

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

É inviável o afastamento da qualificadora do feminicídio pelo Tribunal do Júri mediante análise de aspectos subjetivos da motivação do crime, dada a natureza objetiva da qualificadora, ligada à condição de sexo feminino.

Fonte oficial

Tese JT_231_T08

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

Não há bis in idem pela incidência da agravante do art. 61, II, "e", do Código Penal - que tutela o dever de cuidado nas relações familiares -, e a qualificadora do feminicídio.

Fonte oficial

Tese JT_231_T09

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

A manifestação da ofendida sobre a revogação de medidas protetivas de urgência é irrelevante para a manutenção da prisão preventiva do acusado, pois a custódia cautelar, fundada na gravidade concreta da conduta, não está na esfera de disponibilidade da vítima de violência doméstica.

Fonte oficial

Tese JT_231_T10

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

No contexto de violência doméstica contra a mulher, é possível a exasperação da pena-base quando a intensidade da violência perpetrada contra a vítima extrapolar a normalidade característica do tipo penal.

Fonte oficial

Tese JT_231_T11

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

O ciúme é fundamento apto a exasperar a pena-base, pois é de especial reprovabilidade em situações de violência de gênero, por reforçar as estruturas de dominação masculina.

Fonte oficial

Tese JT_231_T12

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

A vedação constante do art. 17 da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) obsta a imposição, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de pena de multa isoladamente, ainda que prevista de forma autônoma no preceito secundário do tipo penal imputado (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA n. 1189).

Fonte oficial

Tese JT_231_T13

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

O afastamento da prisão domiciliar para mulher gestante ou mãe de filho menor de 12 anos exige fundamentação idônea e casuística, independentemente de comprovação de indispensabilidade da sua presença para prestar cuidados ao filho.

Fonte oficial

Tese JT_231_T14

JULGAMENTOS COM PERSPECTIVA DE GÊNERO IV

É obrigatória a cobertura, pela operadora do plano de saúde, de cirurgias de transgenitalização e de plástica mamária com implantação de próteses em mulher transexual, pois se trata de procedimentos prescritos por médico assistente, reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e listados no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Fonte oficial

Tese JT_232_T01

CONTRATOS DE SEGURO VI

Na modalidade de contrato de seguro de vida coletivo, cabe exclusivamente ao estipulante, mandatário legal e único sujeito que tem vínculo anterior com os membros do grupo segurável (estipulação própria), a obrigação de prestar informações prévias aos potenciais segurados acerca das condições contratuais quando da formalização da adesão, incluídas as cláusulas limitativas e restritivas de direito previstas na apólice mestre (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema 1.112).

Fonte oficial

Tese JT_232_T02

CONTRATOS DE SEGURO VI

Não é ilegal ou abusiva a cláusula que prevê a cobertura adicional de invalidez funcional permanente total por doença (IFPD) em contrato de seguro de vida em grupo, condicionando o pagamento da indenização securitária à perda da existência independente do segurado, comprovada por declaração médica (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 1.068).

Fonte oficial

Tese JT_232_T03

CONTRATOS DE SEGURO VI

O contrato de seguro de vida coletivo é, por natureza, temporário, por isso, não se pode exigir sua renovação perpétua ou a restituição dos prêmios pagos durante a sua vigência, pois não é formada uma reserva matemática individual que permita a capitalização dos recursos em proveito do segurado.

Fonte oficial

Tese JT_232_T04

CONTRATOS DE SEGURO VI

Nos contratos de seguro de vida em grupo, é inviável a equiparação entre doença profissional e acidente de trabalho para recebimento de indenização securitária, notadamente quando há exclusão expressa de cobertura da invalidez parcial por doença laboral, pois as cláusulas interpretam-se restritivamente.

Fonte oficial

Tese JT_232_T05

CONTRATOS DE SEGURO VI

É devido o pagamento de indenização securitária decorrente de contrato de seguro de vida em grupo quando o sinistro ocorrer durante o período em que a manutenção do pacto decorreu de tutela antecipada em ação coletiva, diante do aperfeiçoamento do fundo mutual, pois não houve a restituição das parcelas recolhidas a título de prêmio durante o período em que a apólice foi prorrogada.

Fonte oficial

Tese JT_232_T06

CONTRATOS DE SEGURO VI

É abusiva a exclusão do seguro de acidentes pessoais em contrato de adesão para as hipóteses de: i) gravidez, parto ou aborto e suas consequências; ii) perturbações e intoxicações alimentares de qualquer espécie; e iii) todas as intercorrências ou complicações consequentes da realização de exames, tratamentos clínicos ou cirúrgicos.

Fonte oficial

Tese JT_232_T07

CONTRATOS DE SEGURO VI

O rito da regulação do sinistro carece de regulamentação em lei no direito brasileiro de modo que se atribui a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) a formulação de política pública regulatória. Assim, em caso de recusa de cobertura securitária, o Poder Judiciário não pode impor à seguradora a obrigação de fornecer todos os elementos coligidos no procedimento de regulação de sinistro, pois incabível a substituição da discricionariedade técnica pela discricionariedade judicial.

Fonte oficial

Tese JT_232_T08

CONTRATOS DE SEGURO VI

É ineficaz contra terceiros a cláusula que exclui a cobertura securitária quando o acidente de trânsito advier da embriaguez do segurado ou de outra pessoa a quem tenha sido confiada a direção do veículo, pois implicaria a transferência da culpa para as vítimas do sinistro, que não contribuíram para o agravamento do risco.

Fonte oficial

Tese JT_232_T09

CONTRATOS DE SEGURO VI

Compete à Primeira Seção do STJ julgar recurso em ação regressiva por sub-rogação ajuizada pela seguradora contra concessionária de rodovia estadual, em razão de acidente de trânsito ocorrido em trechos por esta administrados, por se tratar de relação jurídica litigiosa de Direito Público.

Fonte oficial

Tese JT_232_T10

CONTRATOS DE SEGURO VI

O termo inicial do prazo prescricional para seguradora sub-rogada propor ação de regresso é a data do pagamento integral da indenização ao segurado, em observância ao princípio da actio nata.

Fonte oficial

Tese JT_232_T11

CONTRATOS DE SEGURO VI

A apólice de seguro contra danos corporais pode excluir da cobertura tanto o dano moral quanto o dano estético, desde que o faça de maneira expressa e individualizada para cada uma dessas modalidades de dano extrapatrimonial.

Fonte oficial

Tese JT_232_T12

CONTRATOS DE SEGURO VI

O seguro contratado por pessoa jurídica para proteção do seu patrimônio está submetido às regras protetivas do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Fonte oficial

Tese JT_232_T13

CONTRATOS DE SEGURO VI

Não há relação de consumo em contrato de seguro de responsabilidade civil de conselheiros, diretores e administradores de sociedade empresária (Seguro RC D&O).

Fonte oficial

Tese JT_233_T01

POVOS ORIGINÁRIOS

Atendidos os requisitos de segurada especial no RGPS e do período de carência, a indígena menor de 16 anos faz jus ao salário-maternidade (Súmula n. 657 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_233_T02

POVOS ORIGINÁRIOS

O Poder Judiciário pode determinar que o Poder Executivo adote medidas necessárias à demarcação de terra indígena quando houver injustificável inércia estatal.

Fonte oficial

Tese JT_233_T03

POVOS ORIGINÁRIOS

O contrato de compra e venda de imóvel sobre o qual pendia, como ônus do vendedor, a comprovação de trânsito em julgado de ação de usucapião resolve-se por motivo de força maior, na hipótese em que o terreno foi constituído, posteriormente ao pacto, território indígena por decreto governamental.

Fonte oficial

Tese JT_233_T04

POVOS ORIGINÁRIOS

É obrigatória a intervenção da Fundação Nacional dos Povos Indígenas - FUNAI em ação de destituição de poder familiar que envolva criança cujos pais são indígenas.

Fonte oficial

Tese JT_233_T05

POVOS ORIGINÁRIOS

A adoção de criança indígena por membros de sua própria comunidade ou etnia é prioritária e recomendável para proteger a identidade social e cultural, porém não é possível excluir a adoção fora desse contexto, pois o direito fundamental de pertencer a uma família se sobrepõe ao de preservar a cultura.

Fonte oficial

Tese JT_233_T06

POVOS ORIGINÁRIOS

A legitimidade do Ministério Público para propor ação civil pública que visa a proteção da saúde dos indígenas, com fundamento no art. 129, V, da Constituição, e no art. 6º da Lei Complementar 75/1993, é a mais ampla possível.

Fonte oficial

Tese JT_233_T07

POVOS ORIGINÁRIOS

O Ministério Público Federal, em razão da relevância social do bem jurídico tutelado e da vulnerabilidade dos povos indígenas, é parte legítima para pleitear compensação por danos morais coletivos e individuais em decorrência do óbito de menor indígena por falha na prestação de serviço médico.

Fonte oficial

Tese JT_233_T08

POVOS ORIGINÁRIOS

Compete à Justiça estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima e à Justiça Federal as lides que versarem sobre disputa de direitos indígenas.

Fonte oficial

Tese JT_233_T09

POVOS ORIGINÁRIOS

Compete à Justiça Federal processar e julgar ação penal referente aos crimes de calúnia e difamação praticados na disputa pela posição de cacique em comunidade indígena.

Fonte oficial

Tese JT_233_T10

POVOS ORIGINÁRIOS

Compete à Justiça Federal julgar o crime de falsidade ideológica praticado por indígena, consubstanciado no fornecimento de informação inverídica a servidor da FUNAI para emissão de Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (RANI).

Fonte oficial

Tese JT_233_T11

POVOS ORIGINÁRIOS

Não é possível a completa supressão com a substituição total do nome registral por pessoa autoidentificada como indígena, por ausência de previsão legal e em respeito ao princípio da segurança jurídica e às relações jurídicas constituídas.

Fonte oficial

Tese JT_233_T12

POVOS ORIGINÁRIOS

O cumprimento da pena em regime de semiliberdade e em estabelecimento da FUNAI somente se aplica ao réu indígena que não foi integrado socialmente ou que esteja em fase de aculturação.

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Tese JT_234_T01

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

A retroatividade da Lei de Improbidade Administrativa (com redação da Lei n. 14.320/2021) está adstrita aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência da lei anterior, sem condenação transitada em julgado.

Fonte oficial

Tese JT_234_T02

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

É possível aplicação retroativa da Lei n. 14.230/2021 aos atos ímprobos culposos não transitados em julgados, inclusive na hipótese de não conhecimento do recurso (juízo de admissibilidade não ultrapassado).

Fonte oficial

Tese JT_234_T03

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

Não há prerrogativa de foro em benefício de agentes públicos na instauração de inquéritos civis ou no julgamento de ações de improbidade administrativa, uma vez que não possuem natureza criminal.

Fonte oficial

Tese JT_234_T04

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

No julgamento da ação de improbidade administrativa, a absolvição por ausência de dolo e de obtenção de vantagem indevida na conduta esvazia a justa causa para manutenção da ação penal.

Fonte oficial

Tese JT_234_T05

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

A contratação de servidores públicos temporários sem concurso público, mas baseada em legislação local, por si só, não configura ato de improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei n. 8.429/1992, por estar ausente o elemento subjetivo (dolo) necessário para a configuração do ato de improbidade violador dos princípios da administração pública.

Fonte oficial

Tese JT_234_T06

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

A partir da vigência da Lei n. 14.230/2021, exige-se a demonstração do requisito da urgência, além da plausibilidade do direito invocado, para o deferimento da indisponibilidade de bens em ação de improbidade administrativa.

Fonte oficial

Tese JT_234_T07

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

A necessidade da demonstração de urgência para o deferimento da medida cautelar de indisponibilidade de bens em ação de improbidade administrativa reveste-se de caráter processual, de modo que a alteração legislativa do art. 16 da Lei n. 8.429/1992, dada pela Lei n.14.230/2021, tem aplicação imediata ao processo em curso.

Fonte oficial

Tese JT_234_T08

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

Não caracteriza ato de improbidade administrativa praticado por prefeito a ausência de prestação ou de repasse de informações solicitadas pelo Poder Legislativo ou por municípes, quando inexistente o intuito malicioso, desonesto ou corrupto.

Fonte oficial

Tese JT_234_T09

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

É possível a homologação judicial de acordo de não persecução cível em ação de improbidade administrativa em fase recursal.

Fonte oficial

Tese JT_234_T10

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

A nova redação do art. 11 da LIA, dada pela Lei n. 14.230/2021, que tipificou de forma taxativa os atos de improbidade administrativa por ofensa aos princípios da administração pública, obsta a condenação genérica com base nos revogados incisos I e II do mesmo artigo para atos praticados na vigência do texto anterior da lei e sem condenação transitada em julgado.

Fonte oficial

Tese JT_234_T11

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA VI

Não se extingue a ação de improbidade administrativa se a exclusão da conduta anteriormente disposta no art. 11 da LIA - violação genérica aos princípios administrativos - aboliu a tipicidade, mas a nova previsão legal especifica em seus incisos a conduta descrita, em razão do princípio da continuidade típico-normativa.

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Tese JT_235_T01

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

É válido o testamento, público ou privado, que reflete a real vontade emitida, livre e conscientemente, pelo testador e aferível diante das circunstâncias do caso concreto, ainda que apresente vício formal.

Fonte oficial

Tese JT_235_T02

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

É válido o testamento particular em que o testador, a despeito de não o ter assinado de próprio punho, apôs sua impressão digital.

Fonte oficial

Tese JT_235_T03

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

É válido o testamento público produzido em cartório e lido em voz alta pelo tabelião na presença do testador e de duas testemunhas, apesar da ausência de segunda leitura do documento e da menção expressa da deficiência visual do testador.

Fonte oficial

Tese JT_235_T04

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

No testamento particular escrito de próprio punho, a ausência de testemunhas presenciais, sem qualquer circunstância excepcional justificadora, somada à inexistência de assinatura do testador em todas as folhas tornam o instrumento inválido.

Fonte oficial

Tese JT_235_T05

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

É válida a disposição testamentária que institui filho coerdeiro como curador especial de bens que integram parcela disponível da herança deixados ao irmão incapaz, ainda que este esteja sob o poder familiar ou tutela do genitor sobrevivente.

Fonte oficial

Tese JT_235_T06

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

É possível a realização de inventário extrajudicialmente, ainda que exista testamento, se os interessados forem capazes, concordes e estiverem assistidos por advogado.

Fonte oficial

Tese JT_235_T07

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

As cláusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade vitalícias previstas em testamento têm duração limitada à vida do beneficiário e não se relacionam à vocação hereditária.

Fonte oficial

Tese JT_235_T08

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

O herdeiro testamentário que sucede, a título universal, autor da ação de investigação de paternidade tem legitimidade e interesse para prosseguir com o processo, notadamente, pela repercussão patrimonial que advém do possível reconhecimento de vínculo biológico do testador com o investigado.

Fonte oficial

Tese JT_235_T09

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

A declaração posta em contrato padrão de prestação de serviços de reprodução humana é instrumento absolutamente inadequado para legitimar a implantação post mortem de embriões excedentários, cuja autorização, expressa e específica, haverá de ser efetivada por testamento ou por documento análogo.

Fonte oficial

Tese JT_235_T10

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

É homologável a decisão estrangeira que, sem versar sobre o direito sucessório e sobre a partilha de bens situados no Brasil, apenas declara a validade ou não das disposições de última vontade do falecido e a existência de herdeiros testamentários no exterior.

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Tese JT_236_T01

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

Exige-se, para a realização de busca pessoal ou veicular sem mandado judicial, fundada suspeita (justa causa) baseada em juízo de probabilidade, descrita com a maior precisão possível, aferida de modo objetivo e devidamente justificada por indícios e circunstâncias do caso concreto, que evidenciem a urgência de se executar a diligência.

Fonte oficial

Tese JT_236_T02

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

O art. 244 do CPP não autoriza buscas pessoais praticadas como "rotina" ou "praxe" do policiamento ostensivo, com finalidade preventiva e motivação exploratória, mas apenas buscas pessoais com finalidade probatória e motivação correlata.

Fonte oficial

Tese JT_236_T03

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

A existência de fundada suspeita deve ser aferida com base em elementos prévios à busca pessoal ou veicular, pois a descoberta casual de objetos ilícitos ou situação de flagrância, durante a diligência, não convalida a ilegalidade da abordagem policial.

Fonte oficial

Tese JT_236_T04

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

Denúncias anônimas ou intuições/impressões subjetivas, intangíveis e não demonstráveis de maneira clara e concreta não são suficientes para autorizar a busca pessoal ou veicular.

Fonte oficial

Tese JT_236_T05

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

O nervosismo do suspeito percebido pelos agentes públicos não é suficiente para caracterizar a fundada suspeita para fins de busca pessoal, uma vez que essa percepção é dotada de excesso de subjetivismo

Fonte oficial

Tese JT_236_T06

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

A busca pessoal, veicular ou domiciliar é viciada se baseada somente em denúncia anônima e desacompanhada de outros elementos preliminares indicativos de crime.

Fonte oficial

Tese JT_236_T07

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

A denúncia anônima pode legitimar as diligências realizadas se for corroborada por outros elementos de prova que indiquem a presunção de o suspeito estar na posse de objetos ilícitos, como o ato de o suspeito dispensar algo no chão ou expressar nervosismo ao notar a aproximação da guarnição.

Fonte oficial

Tese JT_236_T08

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

O fato de o acusado dispensar algo no chão ao notar a aproximação da polícia configura fundada suspeita apta a justificar a busca e apreensão sem mandado judicial, pois indica presunção de posse de objetos ilícitos.

Fonte oficial

Tese JT_236_T09

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

A denominada "busca pessoal por razões de segurança" ou "inspeção de segurança", que ocorre rotineiramente em aeroportos, rodoviárias, prédios públicos, eventos festivos e locais com grande circulação de pessoas, não caracteriza busca pessoal para fins penais.

Fonte oficial

Tese JT_236_T10

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

A Guarda Civil Municipal está autorizada a realizar busca pessoal em situações de flagrante delito e nas hipóteses em que, além da existência de fundada suspeita, houver pertinência com a necessidade de tutelar a integridade de bens e instalações ou assegurar a adequada execução dos serviços municipais, assim como proteger os seus respectivos usuários.

Fonte oficial

Tese JT_236_T11

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL

Agentes de segurança privada não estão autorizados a realizar busca pessoal, atividade afeta a autoridades judiciais, policiais ou seus agentes.

Fonte oficial

Tese JT_237_T01

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

O ingresso de agentes estatais em domicílio sem mandado judicial é legítimo se houver livre consentimento do morador, devidamente documentado.

Fonte oficial

Tese JT_237_T02

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

É licita a busca domiciliar realizada sem mandado judicial quando o contexto fático anterior à invasão permitir a conclusão acerca da ocorrência de crime no interior da residência.

Fonte oficial

Tese JT_237_T03

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

Deve ser reconhecida a ilegalidade da busca domiciliar sem mandado judicial e, consequentemente, de toda a prova dela decorrente (fruits of the poisonous tree), quando não há comprovação de que a autorização do morador para o ingresso na residência foi livre e sem vício de consentimento.

Fonte oficial

Tese JT_237_T04

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

Na hipótese de busca domiciliar, a prova do consentimento do morador é um requisito necessário, mas não suficiente, por si só, para legitimar a diligência policial, assim deve ser assegurada a inexistência de constrangimento ambiental/circunstancial capaz de macular a validade de tal consentimento.

Fonte oficial

Tese JT_237_T05

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

É ilícita a prova colhida na busca domiciliar quando o interior da residência é vasculhado indistintamente, com desvio de finalidade da diligência, por configurar pescaria probatória (fishing expedition).

Fonte oficial

Tese JT_237_T06

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

Nos crimes permanentes, o estado de flagrância se protrai no tempo, o que não é suficiente, por si só, para justificar a busca domiciliar sem mandado judicial, pois é necessária a demonstração de indícios mínimos e seguros de que, naquele momento, havia situação de flagrância dentro da residência.

Fonte oficial

Tese JT_237_T07

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

No mandado de busca e apreensão domiciliar não é obrigatória a descrição pormenorizada dos objetos a serem coletados, é suficiente a descrição dos locais, dos objetivos a serem alcançados e das pessoas investigadas.

Fonte oficial

Tese JT_237_T08

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

A busca veicular, excetuadas as hipóteses em que o automóvel é utilizado para fins de habitação, equipara-se à busca pessoal, na qual é suficiente a presença de fundada suspeita de crime, sem exigência de mandado judicial.

Fonte oficial

Tese JT_237_T09

BUSCA E APREENSÃO EM PROCESSO PENAL II

O simples fato de o acusado ter antecedente criminal, por si só, não autoriza busca veicular, quando ausentes outros elementos a justificar busca minuciosa no interior do veículo.

Fonte oficial

Tese JT_238_T01

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

A pessoa transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de gênero no registro civil independentemente da realização de cirurgia de transgenitalização.

Fonte oficial

Tese JT_238_T02

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

É obrigatória a cobertura, pela operadora do plano de saúde, de cirurgias de transgenitalização e de plástica mamária com implantação de próteses em mulher transexual, pois se trata de procedimentos prescritos por médico assistente, reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e listados no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Fonte oficial

Tese JT_238_T03

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

A Lei Maria da Penha atribuiu às uniões homoafetivas o caráter de entidade familiar, ao prever, no seu art. 5º, parágrafo único, que as relações pessoais mencionadas naquele dispositivo independem de orientação sexual.

Fonte oficial

Tese JT_238_T04

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

A inclusão de dupla paternidade no registro de nascimento de criança concebida com técnicas de reprodução assistida heteróloga e gestação por substituição não viola o instituto da adoção unilateral.

Fonte oficial

Tese JT_238_T05

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

É viável a inscrição de pessoa homossexual em cadastro de interessados em adoção de menor, desde que preencha os requisitos estabelecidos nos arts. 29 e 50, §§ 1º e 2º, da Lei n. 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Fonte oficial

Tese JT_238_T06

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

À pessoa em união estável homoafetiva é possível a percepção do benefício da pensão por morte, observados os requisitos da legislação civil.

Fonte oficial

Tese JT_238_T07

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

Compete à vara de família processar e julgar ação de reconhecimento e de dissolução de união estável homoafetiva.

Fonte oficial

Tese JT_238_T08

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

Em crime de calúnia contra pessoa falecida, o(a) seu (sua) companheiro(a), em união estável homoafetiva, possui legitimidade para ajuizar ação penal privada.

Fonte oficial

Tese JT_238_T09

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

A utilização de insultos preconceituosos e homofóbicos relacionados a grupo minoritário e estigmatizado caracteriza o delito de injúria, pois ofende a honra subjetiva da vítima, independentemente de sua orientação sexual.

Fonte oficial

Tese JT_238_T10

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

As medidas protetivas previstas na Lei n. 11.340/2006 são aplicáveis às minorias, como transexuais, transgêneros, cisgêneros e travestis em situação de violência doméstica, afastado o aspecto meramente biológico.

Fonte oficial

Tese JT_238_T11

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

A homofobia e a transfobia, qualquer que seja a forma de manifestação e até que sobrevenha legislação autônoma, equiparam-se ao crime de racismo em sua dimensão social.

Fonte oficial

Tese JT_238_T12

DIREITOS RELATIVOS À DIVERSIDADE

É dever do Poder Judiciário indagar à pessoa transgênero acerca da preferência pela custódia em unidade feminina, masculina ou específica, se houver, e, na unidade escolhida, acerca da preferência pela detenção no convívio geral ou em alas ou celas específicas.

Fonte oficial

Tese JT_239_T01

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

Em se tratando de multa aplicada às pessoas jurídicas proprietárias de veículo, fundamentada na ausência de indicação do condutor infrator, é obrigatório observar a dupla notificação: a primeira que se refere à autuação da infração e a segunda sobre a aplicação da penalidade, conforme estabelecido nos arts. 280, 281 e 282 do CTB (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - TEMA n. 1.097).

Fonte oficial

Tese JT_239_T02

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

É compatível com delitos de trânsito praticados na modalidade culposa a agravante do art. 298, I, do Código de Trânsito Brasileiro - CTB, que prevê aumento de pena nos casos em que haja dano potencial para duas ou mais pessoas ou grande risco de grave dano patrimonial a terceiros.

Fonte oficial

Tese JT_239_T03

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

A omissão de socorro à vítima de acidente de trânsito, por si só, não configura hipótese que dê ensejo à compensação por dano moral in re ipsa.

Fonte oficial

Tese JT_239_T04

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

Para a adequada aplicação de penalidade por infração de trânsito é necessário que se comprove o envio da notificação da autuação e da imposição de penalidade, mas não se exige que a expedição dessas notificações seja feita mediante aviso de recebimento.

Fonte oficial

Tese JT_239_T05

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

A causa de aumento de pena do art. 302, § 1º, II, do CTB é objetiva e deve ser aplicada sempre que o delito de trânsito ocorrer em faixa de pedestre ou em calçadas.

Fonte oficial

Tese JT_239_T06

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

É atípica a conduta contida no art. 307 do CTB quando a suspensão ou a proibição para se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor advém de restrição administrativa.

Fonte oficial

Tese JT_239_T07

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

A conduta de dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida permissão para dirigir ou sem habilitação é crime de perigo concreto.

Fonte oficial

Tese JT_239_T08

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

É inaplicável a consunção entre o delito de embriaguez ao volante e o de condução de veículo automotor sem habilitação (Súmula n. 664).

Fonte oficial

Tese JT_239_T09

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

A infração de trânsito consistente na recusa a se submeter ao teste do etilômetro é de mera conduta e, por isso, independe de outros elementos para ser reconhecida.

Fonte oficial

Tese JT_239_T10

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

O estado de embriaguez do agente ao conduzir veículo automotor gera presunção de culpa do condutor e inversão do ônus da prova.

Fonte oficial

Tese JT_239_T11

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO III

A recusa a se submeter ao teste do bafômetro (art. 277, § 3º, do CTB) não presume a embriaguez prevista no art. 165 do CTB e não se confunde com a infração lá estabelecida, pois se trata de infrações distintas, que não podem ser confundidas embora as condutas sejam sancionadas com as mesmas penalidades e medidas administrativas.

Fonte oficial

Tese JT_240_T01

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO IV

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT detém competência para a fiscalização do trânsito nas rodovias e estradas federais, podendo aplicar, em caráter não exclusivo, penalidade por infração ao Código de Trânsito Brasileiro, consoante se extrai da conjugada exegese dos arts. 82, § 3º, da Lei 10.233/2001 e 21 da Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro) (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC - Tema n. 965).

Fonte oficial

Tese JT_240_T02

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO IV

A apresentação de resultado negativo em exame toxicológico de larga janela de detecção é obrigatória para a habilitação e para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação de motorista autônomo de transporte coletivo escolar.

Fonte oficial

Tese JT_240_T03

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO IV

A preclusão temporal prevista no CTB para indicação do condutor infrator refere-se apenas à esfera administrativa, porém não impede o direito de o proprietário do veículo, em fase judicial, comprovar o verdadeiro responsável pelo cometimento da infração de trânsito.

Fonte oficial

Tese JT_240_T04

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO IV

O atraso, por parte de instituição financeira, na baixa de gravame de alienação fiduciária no registro de veículo não caracteriza, por si só, dano moral in re ipsa (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA n. 1078).

Fonte oficial

Tese JT_240_T05

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO IV

O registro do contrato de alienação fiduciária em garantia no certificado de registro e licenciamento de veículo não constitui requisito de validade do negócio jurídico nem condição de procedibilidade para ação de busca e apreensão.

Fonte oficial

Tese JT_240_T06

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO IV

A transferência de propriedade de veículo automotor usado implica, obrigatoriamente, a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo - CRV, ainda que a aquisição tenha a finalidade de posterior revenda.

Fonte oficial

Tese JT_241_T01

DIREITO DAS SUCESSÕES

No arrolamento sumário de bens, a homologação da partilha ou da adjudicação, bem como a expedição do formal de partilha e da carta de adjudicação não se condicionam ao prévio recolhimento do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou Direitos - ITCMD; todavia, o pagamento dos tributos relativos aos bens do espólio e às rendas que dele se originem deve ser comprovado.

Fonte oficial

Tese JT_241_T02

DIREITO DAS SUCESSÕES

Nas ações de inventário que sigam o procedimento de arrolamento sumário, o juízo não detém competência para apreciar pedido de reconhecimento da isenção do ITCMD.

Fonte oficial

Tese JT_241_T03

DIREITO DAS SUCESSÕES

Subsistindo o condomínio sobre determinado bem imóvel após a partilha, por ato voluntário dos coerdeiros que aceitaram a herança, os sucessores coproprietários do imóvel respondem solidariamente pelas respectivas despesas condominiais, independentemente da expedição do formal de partilha, resguardado o direito de regresso previsto no art. 283 do CC.

Fonte oficial

Tese JT_241_T04

DIREITO DAS SUCESSÕES

A copropriedade de bem imóvel com terceiros, anterior à abertura da sucessão, impede o reconhecimento do direito real de habitação ao cônjuge/companheiro sobrevivente.

Fonte oficial

Tese JT_241_T05

DIREITO DAS SUCESSÕES

O terceiro, estranho à relação sucessória, que mantinha copropriedade de um bem imóvel preexistente com a pessoa falecida tem direito ao recebimento de aluguel equivalente a sua fração por parte do cônjuge ou companheiro sobrevivente.

Fonte oficial

Tese JT_241_T06

DIREITO DAS SUCESSÕES

O prazo prescricional para propor ação de petição de herança conta-se da abertura da sucessão, cuja fluência não é impedida, suspensa ou interrompida pelo ajuizamento de ação de reconhecimento de filiação, independentemente do seu trânsito em julgado. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/15 - TEMA 1200)

Fonte oficial

Tese JT_241_T07

DIREITO DAS SUCESSÕES

O pacto antenupcial que estabelece o regime de separação total de bens somente dispõe acerca da incomunicabilidade de bens como modo de administração deles no curso do casamento e não produz efeitos após a morte por inexistir no ordenamento previsão de ultratividade do regime patrimonial apta a emprestar eficácia póstuma ao regime matrimonial.

Fonte oficial

Tese JT_241_T08

DIREITO DAS SUCESSÕES

O cônjuge sobrevivente é herdeiro necessário da pessoa falecida, independentemente do regime de bens adotado pelo casal.

Fonte oficial

Tese JT_241_T09

DIREITO DAS SUCESSÕES

O ajuizamento de ação de reconhecimento de união estável post mortem não posterga, para a data do trânsito em julgado, o início da contagem do prazo prescricional da petição de herança nem impede o seu ajuizamento.

Fonte oficial

Tese JT_241_T10

DIREITO DAS SUCESSÕES

A constituição de união estável superveniente à abertura da sucessão ocorrida na vigência do Código Civil de 1916 afasta o estado de viuvez previsto como condição resolutiva do direito real de habitação do cônjuge sobrevivente.

Fonte oficial

Tese JT_242_T01

DIREITO DAS SUCESSÕES II

O direito real de habitação - prerrogativa que se concede ao cônjuge ou companheiro supérstite de permanecer com sua família no imóvel em que residia com o de cujus - obsta que os sucessores coproprietários do bem exijam do titular desse direito uma contrapartida remuneratória pelo uso exclusivo do imóvel.

Fonte oficial

Tese JT_242_T02

DIREITO DAS SUCESSÕES II

O direito real de habitação incide no imóvel em que residia o casal, ainda que haja mais de um bem residencial a inventariar.

Fonte oficial

Tese JT_242_T03

DIREITO DAS SUCESSÕES II

O direito real de habitação é devido ao companheiro sobrevivente, pois o Código Civil de 2002 não revogou a Lei n. 9.278/1996.

Fonte oficial

Tese JT_242_T04

DIREITO DAS SUCESSÕES II

Na hipótese de usufruto estabelecido por ato inter vivos, o usufrutuário sobrevivente não tem o dever de prestar contas dos frutos referentes ao quinhão de usufrutuário falecido no processo de inventário, pois o referido quinhão não foi acrescido ao seu nem transmitido aos herdeiros, apenas retorna ao nu-proprietário.

Fonte oficial

Tese JT_242_T05

DIREITO DAS SUCESSÕES II

Os parentes colaterais do autor da herança podem ser admitidos como assistentes simples nas ações de reconhecimento de união estável post mortem.

Fonte oficial

Tese JT_242_T06

DIREITO DAS SUCESSÕES II

O cônjuge sobrevivente, desde que casado em regime de comunhão parcial, de separação convencional ou de participação final nos aquestos, concorre com os descendentes do autor da herança se este tiver deixado bens particulares.

Fonte oficial

Tese JT_242_T07

DIREITO DAS SUCESSÕES II

O usufruto da pessoa viúva independe da situação financeira do cônjuge sobrevivente, pois, para a concessão do benefício, basta o estado de viuvez e o regime e o casamento diferente da comunhão universal.

Fonte oficial

Tese JT_242_T08

DIREITO DAS SUCESSÕES II

Os poupadores ou seus sucessores detêm legitimidade ativa - também por força da coisa julgada -, independentemente de fazerem parte ou não dos quadros associativos do IDEC, de ajuizarem o cumprimento individual da sentença coletiva proferida na ação civil pública nº 1998.01.1.016798-9 pelo Juízo da 12ª Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília/DF. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 724)

Fonte oficial

Tese JT_242_T09

DIREITO DAS SUCESSÕES II

À falta de dependentes legais habilitados à pensão por morte, os sucessores (herdeiros) do segurado instituidor, definidos na lei civil, são partes legítimas para pleitear, por ação e em nome próprios, a revisão do benefício original - salvo se decaído o direito ao instituidor - e, por conseguinte, de haverem eventuais diferenças pecuniárias não prescritas, oriundas do recálculo da aposentadoria do de cujus. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 1057)

Fonte oficial

Tese JT_242_T10

DIREITO DAS SUCESSÕES II

O direito à indenização por danos morais transmite-se com o falecimento do titular, possuindo os herdeiros da vítima legitimidade ativa para ajuizar ou prosseguir a ação indenizatória (Súmula n. 642/STJ).

Fonte oficial

Tese JT_243_T01

DIREITO DAS SUCESSÕES III

A renúncia e a aceitação à herança são atos jurídicos puros, ou seja, não é possível impor condição (evento futuro incerto) ou termo (evento futuro certo) nem mesmo aceitá-las ou rejeitá-las em parte.

Fonte oficial

Tese JT_243_T02

DIREITO DAS SUCESSÕES III

A renúncia à herança é ato solene que deve ser realizado expressamente por instrumento público ou termo judicial, sob pena de nulidade.

Fonte oficial

Tese JT_243_T03

DIREITO DAS SUCESSÕES III

A renúncia à herança se torna perfeita com assinatura do termo judicial ou da escritura pública.

Fonte oficial

Tese JT_243_T04

DIREITO DAS SUCESSÕES III

A constituição de mandatário para renúncia à herança deve ser, obrigatoriamente, realizada por instrumento público.

Fonte oficial

Tese JT_243_T05

DIREITO DAS SUCESSÕES III

A descoberta sobre a existência de herdeiro de que não se tinha conhecimento inequívoco no momento da renúncia à herança é motivo suficiente para sua invalidação em razão de erro substancial quanto ao objeto.

Fonte oficial

Tese JT_243_T06

DIREITO DAS SUCESSÕES III

Quem renunciou à herança não possui legitimidade para pleitear nulidade de negócio jurídico que envolva o patrimônio do de cujus.

Fonte oficial

Tese JT_243_T08

DIREITO DAS SUCESSÕES III

Não é possível renúncia à herança de pessoa viva, pois esta pressupõe abertura da sucessão e só pode ser realizada por aqueles que ostentam condição de herdeiro.

Fonte oficial

Tese JT_243_T09

DIREITO DAS SUCESSÕES III

O pedido de abertura de inventário e o arrolamento de bens, com a regularização processual por meio de nomeação de advogado, implicam a aceitação tácita da herança e impossibilitam a sua renúncia.

Fonte oficial

Tese JT_243_T10

DIREITO DAS SUCESSÕES III

A renúncia é considerada como translativa quando o herdeiro aceita o bem e o transfere a determinada pessoa, e abdicativa - renúncia propriamente dita -, quando o declarante não aceita a herança ou o legado em benefício de todos os coerdeiros da mesma classe ou, na falta desses, da classe subsequente.

Fonte oficial

Tese JT_243_T11

DIREITO DAS SUCESSÕES III

A renúncia translativa da herança é considerada ineficaz perante credores quando torna o devedor insolvente (fraude à execução).

Fonte oficial

Tese JT_244_T01

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

A proteção da pessoa idosa, especialmente daquelas em situação de risco (hipervulnerável), é obrigação constitucional e legal irrenunciável bem como dever da coletividade, da família e do Estado, que não se insere na órbita da discricionariedade do administrador.

Fonte oficial

Tese JT_244_T02

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

A pessoa idosa em estado de risco demanda rede de proteção imediata e humanizada, que a ampare em todos os aspectos e lhe assegure um mínimo de autonomia, pois a velhice não apaga o valor ou a necessidade de liberdade.

Fonte oficial

Tese JT_244_T03

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

É imperiosa a criação de instituições excepcionais de longa permanência (abrigos públicos), pelo Estado, que possam acolher idosos em situação de hipervulnerabilidade.

Fonte oficial

Tese JT_244_T04

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

Como "medida específica de proteção", o abrigamento é procedimento extremo, cuja utilização se admite somente quando outras ações protetivas das pessoas idosas se mostrarem insuficientes ou inviáveis para afastar situação de risco à vida, saúde, integridade física e mental.

Fonte oficial

Tese JT_244_T05

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

O reajuste de mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa etária do beneficiário é válido desde que (i) haja previsão contratual, (ii) sejam observadas as normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores e (iii) não sejam aplicados percentuais desarrazoados ou aleatórios que, concretamente e sem base atuarial idônea, onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 952)

Fonte oficial

Tese JT_244_T06

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

É assegurada à pessoa idosa beneficiária de plano de saúde coletivo, empresarial ou por adesão, a sucessão da titularidade após a morte do titular, em respeito aos princípios da confiança e da dignidade da pessoa humana.

Fonte oficial

Tese JT_244_T07

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

Nos contratos de seguro de vida, a cláusula que estipula a majoração do prêmio segundo a faixa etária do consumidor somente é abusiva quando o segurado completar 60 anos e tiver mais de 10 anos de vínculo contratual, contados da vigência da Lei n. 9.656/1998, se a pactuação lhe for anterior.

Fonte oficial

Tese JT_244_T08

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

A proteção matrimonial conferida à pessoa idosa não é necessária quando o casamento for precedido de longo relacionamento em união estável, que se iniciou quando os cônjuges não tinham restrição legal à escolha do regime de bens.

Fonte oficial

Tese JT_244_T09

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

A execução em ação de alimentos pode acontecer sem o uso de prisão civil como técnica coercitiva quando o devedor for pessoa idosa e o credor for maior de idade que exerce atividade profissional.

Fonte oficial

Tese JT_244_T10

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

Na hipótese em que consumidor for pessoa idosa (hipervulnerável), a responsabilidade da instituição financeira por falha na prestação de serviços bancários deve ser imputada com base no Estatuto da Pessoa Idosa e na Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos dos Idosos.

Fonte oficial

Tese JT_244_T11

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

É absoluta a competência do foro do domicílio da pessoa idosa nas causas, individuais ou coletivas, que versam sobre serviços de saúde, assistência social ou atendimento especializado à pessoa idosa com deficiência, limitação incapacitante ou doença infectocontagiosa, ressalvadas a competência da Justiça Federal e a competência originária dos tribunais superiores.

Fonte oficial

Tese JT_244_T12

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

O Ministério Público tem legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública contra a cobrança abusiva de honorários advocatícios em demandas previdenciárias que envolvam pessoa idosa.

Fonte oficial

Tese JT_244_T13

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

O direito da pessoa idosa com renda igual ou inferior a dois salários mínimos a duas vagas gratuitas no transporte coletivo interestadual abrange, além do valor da passagem, as tarifas de pedágio e de utilização do terminal, de modo que atos normativos que limitem indevidamente esse direito denotam excesso no poder regulamentar.

Fonte oficial

Tese JT_244_T14

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

Para a obtenção da preferência no pagamento de precatório, é necessária a conjugação dos requisitos constantes do art. 100, § 2º, da Constituição Federal, ou seja, que a dívida tenha natureza alimentar e que o titular seja pessoa idosa ou portadora de doença grave.

Fonte oficial

Tese JT_244_T15

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

A pessoa idosa pode ser beneficiada com nova antecipação de crédito dotado de superpreferência, quando se tratar de complementação do valor anteriormente recebido, com base no mesmo motivo - idade - e nos exatos limites autorizados pelo art. 102, § 2°, do ADCT, sem extrapolar o valor permitido.

Fonte oficial

Tese JT_244_T16

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

A circunstância agravante disposta no art. 61, II, h, do Código Penal tem natureza objetiva e independe da prévia ciência pelo réu sobre idade da vítima, pois a vulnerabilidade da pessoa idosa é presumida.

Fonte oficial

Tese JT_244_T17

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

A prisão domiciliar ao condenado maior de 70 anos ou acometido de doença grave é admitida durante o regime aberto, mas também pode ser concedida em regime prisional diverso, desde que a realidade concreta assim recomende.

Fonte oficial

Tese JT_245_T01

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

A Justiça da Infância e da Juventude tem competência absoluta para processar e julgar causas envolvendo matrícula de menores em creches ou escolas, nos termos dos arts. 148, IV, e 209 da Lei n. 8.069/1990 (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 1.058).

Fonte oficial

Tese JT_245_T02

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

O direito fundamental à educação implica garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, o que não pode ser prejudicado por inadequação das instalações físicas das instituições de ensino mantidas pelo poder público.

Fonte oficial

Tese JT_245_T03

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

O direito a alimentos, com fundamento no princípio da solidariedade familiar, alinhado ao princípio da proteção integral da criança e do adolescente, é indisponível, e o respectivo crédito é insuscetível de cessão, compensação ou penhora, a despeito de o credor ter a faculdade de seu exercício.

Fonte oficial

Tese JT_245_T04

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Em ação de divórcio é possível a homologação de acordo que dispense, de forma transitória e precária, o ônus do genitor de prestar alimentos a filho menor, sem que isso implique renúncia do direito da criança à verba alimentar.

Fonte oficial

Tese JT_245_T05

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

A circunstância de o devedor de alimentos estar recolhido à prisão pela prática de crime não afasta a obrigação alimentar, pois é possível o desempenho de atividade remunerada na prisão ou fora dela a depender do regime prisional do cumprimento da pena.

Fonte oficial

Tese JT_245_T06

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de alimentos em proveito de criança ou adolescente. A legitimidade do Ministério Público independe do exercício do poder familiar dos pais, ou de o menor se encontrar nas situações de risco descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 717).

Fonte oficial

Tese JT_245_T07

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

A negativa de fornecimento de um medicamento ou tratamento imprescindível à criança, cuja ausência possa gerar risco à vida ou grave risco à saúde, é ato que, por si só, viola a Constituição Federal, pois a vida e a saúde são bens jurídicos constitucionalmente tutelados em primeiro plano.

Fonte oficial

Tese JT_245_T08

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Os Estatutos da Criança e do Adolescente e da Pessoa com Deficiência asseguram aos seus tutelados o direito de serem acompanhados pelos pais ou responsáveis em tempo integral durante tratamento médico-hospitalar, porém, se houver comprovado prejuízo à preservação do melhor interesse, é possível a restrição desse direito. Observação: Arts. 12 do Estatuto da Criança e do Adolescente e 22 do Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Fonte oficial

Tese JT_246_T01

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

O credor de prestação alimentícia pode aceitar a herança deixada ao devedor de alimentos e à qual ele renunciou.

Fonte oficial

Tese JT_246_T02

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

É inconstitucional a distinção de regimes sucessórios entre cônjuge e companheiros, consequentemente o regime estabelecido no art. 1829 do CC/2002 aplica-se a ambos os casos.

Fonte oficial

Tese JT_246_T03

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

O credor individual de herdeiro inadimplente, ao contrário do credor do espólio, não detém legitimidade ativa ad causam para solicitar habilitação de crédito em inventário.

Fonte oficial

Tese JT_246_T04

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

A legitimidade concorrente do credor do herdeiro, do legatário e do autor da herança para requerer o inventário não equivale a alçá-lo à condição de parte no feito sucessório, que permite ampla atuação como se herdeiro fosse para requerer prestações de contas, regularizar representação processual e outras medidas específicas.

Fonte oficial

Tese JT_246_T05

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

O espólio - universalidade de bens deixados pelo de cujus - possui legitimidade passiva para responder judicialmente pelas dívidas do autor da herança, enquanto não finalizada partilha.

Fonte oficial

Tese JT_246_T06

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

Devido a universalidade do direito de herança, não é possível o ajuizamento de mais de um inventário relativo ao mesmo acervo, assim há litispendência quando houver processos idênticos em que figuram iguais herdeiros e bens do mesmo de cujus.

Fonte oficial

Tese JT_246_T07

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

A substituição processual regular do falecido pelo espólio, devidamente representado pelo inventariante, impede que o herdeiro atue paralelamente como terceiro interessado.

Fonte oficial

Tese JT_246_T08

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

A contratação de advogado para patrocinar ação de inventário realizada por inventariante que também é genitor do menor que herdará com exclusividade o patrimônio deixado por falecido independe de prévia autorização judicial, pois é ato de simples administração.

Fonte oficial

Tese JT_246_T09

DIREITO DAS SUCESSÕES IV

Os honorários advocatícios devidos ao advogado contratado pelo espólio, em regra, devem ser computados como despesas deste, contudo, na hipótese em que houver interesses antagônicos entre os herdeiros, os honorários incidirão apenas sobre o quinhão de quem contratou o defensor.

Fonte oficial

Tese JT_247_T01

DIREITO DAS SUCESSÕES V

O administrador provisório representa judicialmente o espólio nas hipóteses em que a ação de inventário não foi ajuizada ou, ainda que proposta, não há inventariante devidamente compromissado.

Fonte oficial

Tese JT_247_T02

DIREITO DAS SUCESSÕES V

O inventariante do espólio tem capacidade de representação e, portanto, pode pleitear a anulação de doações feitas pelo falecido.

Fonte oficial

Tese JT_247_T04

DIREITO DAS SUCESSÕES V

O pedido de citação de administrador provisório de espólio não exige prévia diligência para comprovar a existência ou não de inventário em curso.

Fonte oficial

Tese JT_247_T05

DIREITO DAS SUCESSÕES V

As participações societárias da pessoa falecida passam a integrar o espólio a partir do seu óbito, assim, o inventariante será seu representante até o final da partilha, quando a titularidade das ações passará a cada sucessor.

Fonte oficial

Tese JT_247_T06

DIREITO DAS SUCESSÕES V

A ação de redução da doação inoficiosa poderá ser proposta ainda durante a vida do doador, observado o prazo prescricional que tem como termo inicial o registro do ato jurídico que se pretende anular.

Fonte oficial

Tese JT_247_T07

DIREITO DAS SUCESSÕES V

O excesso caracterizador da doação inoficiosa deve ser considerado no momento da liberalidade e não na data de falecimento do doador nem na abertura da sucessão.

Fonte oficial

Tese JT_247_T08

DIREITO DAS SUCESSÕES V

Na ação de nulidade de doação inoficiosa, o prazo prescricional é contado a partir do registro do ato jurídico que se pretende anular.

Fonte oficial

Tese JT_247_T09

DIREITO DAS SUCESSÕES V

A doação remuneratória deve respeitar a limitação a legítima dos herdeiros, assim, não se admite a doação universal de bens.

Fonte oficial

Tese JT_248_T01

REMIÇÃO DA PENA II

O direito à remição da pena pelo trabalho ou pelo estudo é assegurado aos apenados que cumprem a reprimenda em regime fechado ou semiaberto, independentemente de a execução estar ocorrendo em ambiente carcerário ou em recolhimento domiciliar.

Fonte oficial

Tese JT_248_T02

REMIÇÃO DA PENA II

A remição se dá por dias trabalhados, não por horas, e a contagem de tempo será feita à razão de um dia de pena a cada 3 dias trabalhados, exigindo-se, para cada dia a ser remido, o labor de no mínimo 6 e no máximo 8 horas.

Fonte oficial

Tese JT_248_T03

REMIÇÃO DA PENA II

O período de atividade laboral do apenado que exceder o limite máximo da jornada de trabalho (8 horas) deve ser computado para fins de remição, de forma que cada 6 horas extras realizadas correspondam a 1 dia de trabalho.

Fonte oficial

Tese JT_248_T04

REMIÇÃO DA PENA II

A remição da pena pelo trabalho é realizada à razão de um dia de pena a cada três dias de trabalho e para o cálculo dela devem ser considerados os dias efetivamente trabalhados, inclusive os domingos e os feriados.

Fonte oficial

Tese JT_248_T06

REMIÇÃO DA PENA II

O cálculo para remição da pena em razão de trabalho interno no estabelecimento penal realizado em horário especial inferior a 6 horas diárias, por determinação da administração penitenciária, deve ser feito sobre a quantidade de dias efetivamente trabalhados.

Fonte oficial

Tese JT_248_T07

REMIÇÃO DA PENA II

Não é possível a remição do tempo de pena por trabalho executado em data anterior à prática do delito cuja condenação se executa, sob pena de se permitir espécie de crédito de pena ao reeducando.

Fonte oficial

Tese JT_248_T08

REMIÇÃO DA PENA II

A remição ficta decorrente do estado pandêmico não é aplicável à hipótese de realização de trabalho eventual, pois não é possível inferir que a oportunidade de trabalho deixou de ser oferecida em razão da crise de covid-19.

Fonte oficial

Tese JT_248_T09

REMIÇÃO DA PENA II

A cumulação de horas de trabalho e estudo, para fins de remição, deve respeitar o limite máximo legal de 8 horas diárias, nos termos dos arts. 33 e 126, § 3º, da LEP.

Fonte oficial

Tese JT_248_T10

REMIÇÃO DA PENA II

A remição da pena pela atividade laboral de representante de galeria é admitida desde que devidamente reconhecida pelo estabelecimento prisional.

Fonte oficial

Tese JT_248_T11

REMIÇÃO DA PENA II

Nada obstante a interpretação restritiva que deve ser conferida ao art. 126, §4º, da LEP, os princípios da individualização da pena, da dignidade da pessoa humana, da isonomia e da fraternidade, ao lado da teoria da derrotabilidade da norma e da situação excepcionalíssima da pandemia de covid-19, impõem o cômputo do período de restrições sanitárias como de efetivo estudo ou trabalho em favor dos presos que já estavam trabalhando ou estudando e se viram impossibilitados de continuar seus afazeres unicamente em razão do estado pandêmico (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 1120).

Fonte oficial

Tese JT_249_T01

REMIÇÃO DA PENA III

É direito do apenado a remição por estudo no caso de aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos - Encceja ou no Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, cujas cargas horárias consideradas devem ser, para o ensino fundamental ou médio, de 1600 ou 1200 horas, respectivamente.

Fonte oficial

Tese JT_249_T02

REMIÇÃO DA PENA III

Não é possível a concessão da remição da pena, cumulativamente, pela frequência em atividades educacionais oferecidas pelo estabelecimento prisional e pela aprovação em exame que aborde as mesmas matérias ministradas nas aulas referentes ao ensino fundamental ou médio, pois constitui concessão em duplicidade pelo mesmo fato.

Fonte oficial

Tese JT_249_T03

REMIÇÃO DA PENA III

Na remição de pena por estudo realizado na modalidade capacitação profissional à distância, a instituição de ensino que ministra o curso deve ser credenciada junto ao Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC) do Ministério da Educação.

Fonte oficial

Tese JT_249_T04

REMIÇÃO DA PENA III

São requisitos para a remição de pena em virtude de estudo realizado pelo apenado à distância: (1) demonstração de que a instituição de ensino que ministra o curso à distância é autorizada ou conveniada com o poder público para esse fim; (2) demonstração da integração do curso à distância realizado ao projeto político-pedagógico (PPP) da unidade ou do sistema prisional; (3) indicação da carga horária a ser ministrada e do conteúdo programático; (4) registro de participação da pessoa privada de liberdade nas atividades realizadas.

Fonte oficial

Tese JT_249_T05

REMIÇÃO DA PENA III

O período de atividade escolar do apenado que exceder o limite de 4 horas diárias deve ser computado para fins de remição da pena.

Fonte oficial

Tese JT_249_T06

REMIÇÃO DA PENA III

É possível a remição da pena pela leitura se houver projeto desenvolvido pelo estabelecimento prisional e se forem preenchidos os requisitos da Recomendação n. 44 e da Resolução n. 391, ambas do Conselho Nacional de Justiça.

Fonte oficial

Tese JT_249_T07

REMIÇÃO DA PENA III

O fato de o estabelecimento prisional contar com oferta de trabalho e estudo não impede a remição da pena, também, pela leitura.

Fonte oficial

Tese JT_249_T09

REMIÇÃO DA PENA III

O reconhecimento de falta grave no curso da execução penal justifica a perda de até 1/3 do total de dias trabalhados pelo apenado até a data do ato de indisciplina carcerária, ainda que não haja declaração judicial da remição.

Fonte oficial

Tese JT_250_T01

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

O menor sob guarda tem direito à concessão do benefício de pensão por morte do seu mantenedor, comprovada sua dependência econômica, nos termos do art. 33, § 3º, do Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que o óbito do instituidor da pensão seja posterior à vigência da Medida Provisória 1.523/1996, reeditada e convertida na Lei 9.528/1997. Funda-se essa conclusão na qualidade de lei especial do Estatuto da Criança e do Adolescente (8.069/1990), frente à legislação previdenciária. (Tese julgada pelo rito do art. 1.036 do CPC/2015 - TEMA 732)

Fonte oficial

Tese JT_250_T02

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

O menor sob guarda judicial do titular de plano de saúde deve ser equiparado a filho natural, impondo-se à operadora a obrigação de inscrevê-lo como dependente natural e não como agregado do guardião.

Fonte oficial

Tese JT_250_T03

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

O direito à educação previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente, com ensino fundamental aos menores de seis anos incompletos, é indisponível e deriva da própria força impositiva dos preceitos de ordem pública.

Fonte oficial

Tese JT_250_T04

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

O ensino fundamental é direito subjetivo do menor de seis anos incompletos e o princípio da inafastabilidade da jurisdição, a homogeneidade e a transindividualidade do direito justificam a propositura de ação civil pública.

Fonte oficial

Tese JT_250_T05

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

O princípio do juízo imediato, previsto no art. 147, I e II, do ECA, atrelado ao princípio do melhor interesse da criança e do adolescente, sobrepõe-se às regras gerais de competência do CPC.

Fonte oficial

Tese JT_250_T06

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

As disposições contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente, no tocante ao sistema recursal, somente serão aplicadas nos procedimentos especiais expressamente enumerados nos arts. 155 a 197 do ECA, nos demais procedimentos deverão ser aplicadas as regras gerais do Código de Processo Civil, mesmo que tratem de demandas afetas à Infância e Juventude.

Fonte oficial

Tese JT_250_T07

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II

A colocação de menor em abrigo institucional em detrimento do acolhimento familiar ocorrerá nos casos de evidente risco concreto à sua integridade física e psíquica, respeitado o princípio do melhor interesse da criança e do adolescente.

Fonte oficial

Tese JT_251_T01

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

A atuação da Defensoria Pública como curadora especial condiciona-se à existência de necessidade e à chamada ao feito pelo Juiz da Vara da Infância e Juventude nos processos em que a criança ou adolescente seja parte na relação processual, sob pena de violação ao princípio da intervenção mínima.

Fonte oficial

Tese JT_251_T02

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

É desnecessária a intervenção da Defensoria Pública nas hipóteses em que os interesses da criança ou adolescente já estejam sendo protegidos pelo Ministério Público.

Fonte oficial

Tese JT_251_T03

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

A prerrogativa institucional da Defensoria Pública para a contagem do prazo em dobro subsiste, pois a vedação ao cômputo do prazo em dobro prevista no art. 152, § 2º, do ECA, incluído pela Lei n. 13.509/2017, diz respeito expressamente apenas à Fazenda Pública e ao Ministério Público.

Fonte oficial

Tese JT_251_T04

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

A legitimidade ativa da ação negatória de paternidade compete exclusivamente ao pai registral por ser ação de estado, que protege direito personalíssimo e indisponível do genitor.

Fonte oficial

Tese JT_251_T05

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

Em observância ao princípio da verdade real, é possível relativizar a coisa julgada em ação de investigação de paternidade quando o exame de DNA não foi realizado por impossibilidade alheia à vontade das partes.

Fonte oficial

Tese JT_251_T06

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o poder familiar passou a ser exercido de forma igualitária entre os genitores.

Fonte oficial

Tese JT_251_T07

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

Há legitimidade ativa concorrente do Ministério Público ou de pessoa dotada de legítimo interesse para pleitear destituição ou suspensão do poder familiar, de modo que "legítimo interesse" configura-se num conceito jurídico indeterminado, sem requisitos estanques, balizado pelos princípios do melhor interesse da criança e da proteção integral.

Fonte oficial

Tese JT_251_T08

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

Em caso de perda ou suspensão do poder familiar, a criança ou o adolescente de origem indígena deverá ser colocado prioritariamente em família substituta de mesma etnia, a fim de tutelar a comunidade e a cultura indígena, de modo a minimizar a sua assimilação ou absorção pela cultura dominante.

Fonte oficial

Tese JT_251_T09

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

O encaminhamento para adoção de menor, em regra, deve ocorrer apenas após o trânsito em julgado da decisão do processo de destituição ou de extinção do poder familiar.

Fonte oficial

Tese JT_251_T10

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

A retratação ao consentimento de entrega de filho para adoção, mesmo que feita antes da publicação da sentença constitutiva da adoção, não gera direito potestativo aos pais biológicos de recuperarem o infante, mas será sopesada com outros elementos para definir o melhor interesse do menor.

Fonte oficial

Tese JT_251_T11

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III

A irrevogabilidade da adoção não é regra absoluta e pode ser afastada sempre que, no caso concreto, verificar-se que a manutenção da medida não apresenta reais vantagens para o adotado nem é apta a satisfazer os princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente.

Fonte oficial

Tese JT_252_T01

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

A competência para processar e julgar demandas cíveis com pedidos ilíquidos contra massa falida, quando em litisconsórcio passivo com pessoa jurídica de direito público, é do juízo cível no qual for proposta a ação de conhecimento, competente para julgar ações contra a Fazenda Pública, de acordo as respectivas normas de organização judiciária (Tese julgada pelo rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 976).

Fonte oficial

Tese JT_252_T02

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa (Súmula n. 480 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_252_T03

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

A notificação do protesto, para requerimento de falência da empresa devedora, exige a identificação da pessoa que a recebeu (Súmula n. 361 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_252_T04

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

Para o fim de submissão aos efeitos da recuperação judicial, considera-se que a existência do crédito é determinada pela data em que ocorreu o seu fato gerador (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 1.051).

Fonte oficial

Tese JT_252_T05

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

A recuperação judicial do devedor principal não impede o prosseguimento das execuções nem induz suspensão ou extinção de ações ajuizadas contra terceiros devedores solidários ou coobrigados em geral, por garantia cambial, real ou fidejussória, pois não se lhes aplicam a suspensão prevista nos arts. 6º, caput, e 52, inciso III, ou a novação a que se refere o art. 59, caput, por força do que dispõe o art. 49, § 1º, todos da Lei n. 11.101/2005 (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Teman. 885).

Fonte oficial

Tese JT_252_T06

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

Ao produtor rural que exerça sua atividade de forma empresarial há mais de dois anos é facultado requerer a recuperação judicial, desde que esteja inscrito na Junta Comercial no momento em que formalizar o pedido recuperacional, independentemente do tempo de seu registro (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 1.145).

Fonte oficial

Tese JT_252_T07

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

É possível a Fazenda Pública habilitar em processo de falência crédito objeto de execução fiscal em curso, mesmo antes da vigência da Lei n. 14.112/2020 e desde que não haja pedido de constrição no juízo executivo (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 1.092).

Fonte oficial

Tese JT_252_T08

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

O encargo do DL n. 1.025/1969 tem as mesmas preferências do crédito tributário devendo, por isso, ser classificado, na falência, na ordem estabelecida pelo art. 83, III, da Lei n. 11.101/2005 (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 969).

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Tese JT_252_T09

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

O encargo de 20% previsto no DL n. 1.025/1969 é exigível na execução fiscal proposta contra a massa falida (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 107).

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Tese JT_252_T10

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

Os créditos resultantes de honorários advocatícios têm natureza alimentar e equiparam-se aos trabalhistas para efeito de habilitação em falência, seja pela regência do Decreto-Lei n. 7.661/1945, seja pela forma prevista na Lei n. 11.101/2005, observado, neste último caso, o limite de valor previsto no artigo 83, inciso I, do referido Diploma legal (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 637).

Fonte oficial

Tese JT_252_T11

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

São créditos extraconcursais os honorários de advogado resultantes de trabalhos prestados à massa falida, depois do decreto de falência, nos termos dos arts. 84 e 149 da Lei n. 11.101/2005 (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema n. 637).

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Tese JT_252_T12

20 ANOS DA LEI DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL E FALÊNCIA (LEI N. 11.101/2005)

É cabível agravo de instrumento contra todas as decisões interlocutórias proferidas nos processos de recuperação judicial e nos processos de falência, por força do art. 1.015, parágrafo único, do CPC/2015. (Tese julgada sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 -Tema n. 1.022)

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Tese JT_253_T01

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

É possível a condenação de emissora de televisão ao pagamento de compensação por danos morais coletivos em razão de exibição de determinada programação fora do horário recomendado, desde que a conduta afronte gravemente os valores e interesses coletivos fundamentais.

Fonte oficial

Tese JT_253_T02

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

Todos os integrantes da cadeia de consumo respondem solidariamente pela comercialização de conteúdo impróprio para criança e adolescente sem as precauções exigidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei n. 8.069/1990).

Fonte oficial

Tese JT_253_T03

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

A alteração das circunstâncias fáticas que resultaram no afastamento do convívio familiar é suficiente para que a matéria possa ser novamente apreciada pelo Poder Judiciário, pois a decisão sobre guarda de criança e adolescente não faz coisa julgada material.

Fonte oficial

Tese JT_253_T04

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

A guarda compartilhada não demanda custódia física conjunta nem tempo de convívio igualitário, pois, diante de sua flexibilidade, essa modalidade de guarda comporta as fórmulas mais diversas para sua implementação, a serem fixadas pelo juiz ou por acordo entre as partes.

Fonte oficial

Tese JT_253_T05

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

A guarda compartilhada é o ideal a ser buscado no exercício do poder familiar, todavia pode ser afastada se um dos genitores declarar ao magistrado que não deseja exercer a guarda, se houver elementos que evidenciem risco de violência doméstica ou familiar ou, ainda, se as circunstâncias fáticas indicarem que essa modalidade não é compatível com o melhor interesse da criança ou do adolescente.

Fonte oficial

Tese JT_253_T06

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

É possível a desconstituição de registro civil quando a paternidade registral, em desacordo com a verdade biológica, é efetuada e declarada por indivíduo que acreditava ser o pai biológico e quando inexiste relação socioafetiva entre pai e filho.

Fonte oficial

Tese JT_253_T07

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

É possível o reconhecimento da pluriparentalidade, pois a paternidade socioafetiva, declarada ou não em registro, não impede o reconhecimento concomitante da filiação de origem biológica.

Fonte oficial

Tese JT_253_T08

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

Os pais são administradores e usufrutuários dos bens dos filhos menores e têm legitimidade para levantar valores depositados em prol destes, salvo se demonstrado que a medida não atende o melhor interesse da criança ou do adolescente.

Fonte oficial

Tese JT_253_T09

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

A competência para processar e julgar as ações conexas de interesse de menor é, em princípio, do foro do domicílio do detentor de sua guarda (Súmula n. 383 do STJ).

Fonte oficial

Tese JT_253_T10

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE IV

A autorização judicial para participação de adolescente em espetáculo público em diversas comarcas deve ser concentrada na competência do juízo do seu domicílio, que solicitará providências e informações aos demais juízos, onde ocorra apresentação, quanto ao cumprimento das diretrizes previamente fixadas.

Fonte oficial

Tese JT_254_T01

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE V

A adoção unilateral ocorre quando um dos genitores, ao contrair novo matrimônio ou constituir nova união estável, compartilha o poder familiar com o cônjuge/companheiro(a) adotante.

Fonte oficial

Tese JT_254_T02

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE V

Na adoção unilateral, a consulta ao grupo familiar do ascendente ausente não é necessária, pois cabe, exclusivamente, ao genitor que permaneceu no exercício do poder familiar decidir sobre a conveniência da adoção

Fonte oficial

Tese JT_254_T03

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE V

Em regra, é proibida a adoção de descendentes por ascendentes, para preservar a identidade familiar e evitar a eventual ocorrência de fraudes.

Fonte oficial

Tese JT_254_T04

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE V

A norma geral impeditiva do § 1º do artigo 42 do ECA pode ser mitigada, em situações excepcionais, para permitir a adoção de descendentes por ascendentes.

Fonte oficial

Tese JT_254_T05

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE V

A diferença mínima de 16 anos entre as idades do adotante e do adotando é requisito legal que admite flexibilização para atender ao melhor interesse do adotado.

Fonte oficial

Tese JT_254_T06

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE V

A antecipação da tutela para utilização de nome afetivo pelo adotando, antes da decisão judicial definitiva sobre a adoção, é possível quando houver estudo psicossocial especifico que forneça ao julgador elementos técnicos que demonstrem a urgência, a segurança e o efetivo benefício da medida para o adotando.

Fonte oficial

Tese JT_254_T07

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE V

A desistência tardia do processo de adoção, entendida como aquela realizada após o encerramento do estágio de convivência, gera dano moral por abandono afetivo.

Fonte oficial

Tese JT_255_T01

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Com a entrada em vigor o CPC/2015, a gratuidade da justiça passou a poder ser concedida a estrangeiros não residentes no Brasil.

Fonte oficial

Tese JT_255_T02

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Após a entrada em vigor do CPC/2015, é cabível agravo de instrumento contra o provimento jurisdicional que acolhe ou rejeita incidente de impugnação à gratuidade da justiça instaurado em autos apartados na vigência do regramento anterior.

Fonte oficial

Tese JT_255_T03

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

A prerrogativa de prazo em dobro para as manifestações processuais também se aplica aos escritórios de prática jurídica de instituições privadas de ensino superior.

Fonte oficial

Tese JT_255_T04

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Com a entrada em vigor do CPC/2015, exige-se, na homologação de sentença estrangeira, que a decisão seja eficaz no ordenamento jurídico de origem, independentemente do trânsito em julgado.

Fonte oficial

Tese JT_255_T05

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

O reconhecimento de repercussão geral não impõe a suspensão automática das demais ações sobre o tema, pois é necessária decisão expressa do relator para que haja sobrestamento.

Fonte oficial

Tese JT_255_T06

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Os embargos de declaração interrompem o prazo apenas para a interposição de recurso; por isso, não é possível interpretar extensivamente o art. 1.026 do CPC/2015 para estender o significado de recurso às defesas ajuizadas pelo executado.

Fonte oficial

Tese JT_255_T07

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Não cabe reclamação para controle da aplicação de entendimento firmado em recurso especial repetitivo.

Fonte oficial

Tese JT_255_T08

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Não cabe reclamação com fundamento em inobservância de acórdão proferido em recurso especial em Incidente de Resolução de Demandas Repetitiva - IRDR.

Fonte oficial

Tese JT_255_T09

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

A partir do CPC/2015, a interposição do agravo previsto no art. 1.042, caput, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento em recurso repetitivo constitui erro grosseiro, e a remessa dos autos ao Tribunal de origem para análise como agravo interno não é mais admissível.

Fonte oficial

Tese JT_255_T10

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada; por isso, admite a interposição de agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação (Tese julgada pelo rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 988).

Fonte oficial

Tese JT_255_T11

10 ANOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Desde que prováveis a existência da relação jurídica entre as partes e de documento ou coisa que se pretende seja exibido, apurada em contraditório prévio, poderá o juiz, após tentativa de busca e apreensão ou outra medida coercitiva, determinar sua exibição sob pena de multa com base no art. 400, parágrafo único, do CPC/2015 (Tese julgada pelo rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema n. 1000).

Fonte oficial

Tese JT_256_T01

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

A comprovação do nexo causal entre a omissão voluntária e injustificada do genitor em prestar assistência material ao filho e os danos sofridos pelo menor possibilita a compensação por danos morais.

Fonte oficial

Tese JT_256_T02

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

As crianças, mesmo as de mais tenra idade, fazem jus à proteção irrestrita dos direitos da personalidade, assegurada a compensação pelo dano moral decorrente de sua violação.

Fonte oficial

Tese JT_256_T03

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

A veiculação de identidade ou de imagem de menor de idade, sem autorização do responsável, configura dano moral presumido (in re ipsa).

Fonte oficial

Tese JT_256_T04

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

Eventual hipossuficiência financeira ou vulnerabilidade da família devem ser levadas em consideração na fixação do valor da multa prevista no art. 249 do ECA, mas não são suficientes para afastá-la, dado seu caráter preventivo, coercitivo, disciplinador e inibidor de repetição de conduta censurada, a bem dos filhos.

Fonte oficial

Tese JT_256_T05

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

A Lei n. 12.038/2009 eliminou os parâmetros de quantificação da multa prevista no art. 250 do ECA, o que inviabilizou a sanção administrativa, em razão da impossibilidade de adoção apenas de critério subjetivo do julgador e em respeito aos princípios da legalidade e da reserva legal.

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Tese JT_256_T06

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

Em alinhamento a normas internacionais, o Estatuto da Criança e do Adolescente veda a divulgação de qualquer elemento que permita a identificação, direta ou indireta, da criança ou do adolescente a que se atribua ato infracional.

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Tese JT_256_T07

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

A infração administrativa do art. 258 do ECA pode ser imputada ao empresário, ao responsável pelo estabelecimento e à respectiva pessoa jurídica representada por eles.

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Tese JT_256_T08

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

O fornecimento de bebida alcoólica a criança ou adolescente, após o advento da Lei n. 13.106, de 17 de março de 2015, configura o crime previsto no art. 243 do ECA (Súmula n. 669 do STJ).

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Tese JT_256_T09

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VI

A configuração do crime do art. 244-B do ECA independe da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal (Súmula n. 500 do STJ).

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Tese JT_257_T01

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

O dano ambiental é intergeracional, pois impõe às gerações presentes o dever de solidariedade para com as futuras.

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Tese JT_257_T02

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

O poluidor transfere externalidades ambientais negativas para os vizinhos, a coletividade e as gerações futuras, com isso se apropriando dos lucros e terceirizando os custos sanitários, ecológicos, paisagísticos e culturais da atividade econômica. Por esse motivo, um dos objetivos principais do Direito Ambiental é inverter a lógica de individualismo extremado da poluição, de modo a fazer com que - por meio de instrumentos precautórios, preventivos, reparatórios e sancionatórios - o preço final de produtos e serviços reflita precisamente a realidade da degradação do patrimônio público, indispensável ao bem-estar e à sobrevivência da humanidade e da comunidade da vida.

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Tese JT_257_T03

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

A responsabilidade civil por dano ambiental tem caráter reparatório e punitivo-pedagógico.

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Tese JT_257_T04

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

A responsabilidade por danos ambientais é solidária entre todos os poluidores ou degradadores, diretos ou indiretos, assim o litisconsórcio passivo é facultativo.

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Tese JT_257_T05

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

O agente, ao causar ou assumir o risco de causar danos ambientais, tem o dever de reparar os danos causados e, em tal contexto, o ônus de provar que sua conduta não foi lesiva.

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Tese JT_257_T06

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

A ausência ou impossibilidade de prova técnica não inviabiliza o reconhecimento do dano ambiental nas hipóteses em que o dano é notório.

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Tese JT_257_T07

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

Configurado o dano ambiental, o dano moral coletivo é presumido, ou seja, independe de prova de dor, sofrimento, repulsa ou indignação da coletividade afetada.

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Tese JT_257_T08

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

O desmatamento e a exploração madeireira realizados sem licença ou autorização do órgão ambiental competente geram dano moral coletivo.

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Tese JT_257_T09

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

A vegetação nativa das restingas é sempre considerada área de preservação permanente.

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Tese JT_257_T10

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

A proteção legal às áreas de preservação permanente (APPs) configura limitação administrativa ao direito de propriedade.

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Tese JT_257_T11

RESPONSABILIDADE POR DANO AMBIENTAL II

A proteção ao meio ambiente não diferencia área urbana ou rural, pois visa favorecer a qualidade de vida garantida pela Constituição, pelo Código Florestal e pela legislação ambiental.

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